Avaí precisa tomar cuidado com o jogo aéreo da Chapecoense

Zaga do Verdão é alta e pode atrapalhar os planos do Leão

Arquivo Pessoal/ND

Túnel do tempo

Reunião da diretoria do Figueirense com conselheiros na década de 80. De costas, Júlio Gonçalves (E) e Sadi Lima (D), presidente do clube. De bigode, um dos primeiros da fila, Fausto Silva.

Tem que ser agora
Que fim levou aquele Mika que chamou a atenção quando atuava pelo Criciúma? Cadê aquele grande jogador? Mika fez um golaço de falta no Scarpelli e quando veio para o Avaí, sumiu. Agora recebe uma grande oportunidade de aparecer novamente. Será um dos titulares em Chapecó. Essa, Mika, é a tua grande chance no Avaí. Faça acontecer.

Caminho ético
Segundo o presidente do Joinville, Márcio Vogelsanger, o atacante Lima até poderia deixar o clube e jogar no Figueirense, mas ele destacou em entrevista que só há duas maneiras: um contato direto de direção para direção ou o clube alvinegro pagar a multa rescisória. Falou que esse “oba-oba” é coisa do século passado.

O remédio é aguardar
Em se tratando de dirigente de futebol, a prudência recomenda aguardar e não confiar em ninguém e nem em declarações sem conteúdo. Não duvidem se o atacante Lima aparecer no Scarpelli assim que terminar o Catarinense. O problema é que a notícia vazou e até o Lima deu declarações que foi procurado por “alguém” do Figueirense.

Ciente de tudo
A Chapecoense tem um timaço com bola rolando? Não. A Chapecoense tem algum craque como Cleber Santana? Não. A Chapecoense é aquele time envolvente, que toca a bola, que põe o adversário na roda? Não. O adversário do Avaí tem uma única e grande jogada, mortal, diga-se de passagem: a bola parada. Cuida disso e a maioria dos problemas serão evitados.

Cabeça boa
Cada um dos zagueiros da Chapecoense marcou um ou mais gols neste campeonato, até porque a altura deles é considerável, entre 1,80 e 1,91 m. Muito mais do que isso, o correto é o posicionamento, a bola bem cruzada, o aproveitamento das faltas e dos escanteios. Isso é massificação de treino, dedo do treinador e capacidade dos atletas.

Finalização
Branco precisa corrigir dois problemas crônicos do Figueirense: a finalização e o piano pesado carregado pelo Ygor. Quero dizer que o time tem que melhorar o chute final e isso vale para os que não são artilheiros, como o Doriva, por exemplo, que para acertar um chute é sofrível demais. Já o Ygor anda muito sobrecarregado e um dia ele pode pifar.

Perigo verde
O zagueiro Fabiano é o artilheiro da Chapecoense com seis gols, todos marcados de cabeça. Não é nenhum craque, mas é esperto, se posiciona bem, e estava sempre na área do adversário por conta do bom cabeceio. Fabiano é o jogador a ser marcado pelo Avaí. Com 1,84 m, passa brincando dos dois metros com a sua excelente impulsão.

Altura azul
Dos três zagueiros que irão para a decisão em Chapecó, e não está descartada a hipótese de o Avaí jogar no 3-5-2, o mais alto é o Renato Santos, com 1,87 m, seguido por Cássio e Leandro Silva, os mais “baixinhos” com 1,83. Como altura não é documento, já que Romário e Balduíno marcavam gols de cabeça, o ideal é estar bem posicionado.

Estão (quase) iguais
O Figueirense ainda não venceu o Joinville e o Avaí ainda não venceu a Chapecoense neste Catarinense. O Leão tem dois empates e uma derrota, enquanto o Furacão empatou os três confrontos. O JEC segue entalado na garganta dos jogadores alvinegros. O problema é que para o Avaí só resta à vitória e para o Figueirense, um novo empate também serve.

Bola Cheia
A movimentação da torcida em Chapecó leva a crer que a Arena Condá terá um dos maiores públicos dos últimos anos. O crescimento do Verdão passa pela formação de bons elencos e o fato de sempre disputar a reta final do Estadual. A Chapecoense, não resta dúvida, já garantiu o seu lugar entre os grandes do nosso futebol.

Bola Murcha
O site UOL trouxe mais detalhes da sujeira de Ricardo Teixeira e João Havelange com desvio de grandes somas em dólares e um esquema de dar inveja em muitos especialistas em evasão de divisas, corrupção e em gordas contas em paraísos fiscais. Pelo que foi apurado, algo perto de 40 milhões de dólares (R$ 75 milhões).