Cacau Menezes

Apaixonado pela sua cidade, por Santa Catarina, pelo seu país e pela sua profissão. São 45 anos, sete dias por semana, 24 horas por dia dedicados ao jornalismo


Bola na trave não altera o placar, mas o choro é livre

 Foto: Redes sociais

 
    Na noite de quarta-feira, Flamengo e Boa Vista, pelo Campeonato Carioca, inauguraram uma nova era nas transmissões televisivas de futebol no Brasil. O confronto entre os dois times foi transmitido pelo Youtube, atraindo um público de 2,5 milhões de espectadores de forma simultânea. Em alguns momentos, a partida chegou a ter 4 milhões de pessoas assistindo. Isso tudo sem as “vantagens” da transmissão em TV aberta, como patrocínios de marcas famosas, chamadas ao longo da programação e narração por uma equipe de cronistas esportivos. Quer dizer: deu tudo certo. Pois mesmo assim comentaristas de plantão, entre eles Juca Kfouri, flagrantemente ligado à Rede Globo de Televisão, resolveram espinafrar o projeto. Para Kfouri, transmissões via internet estão fadadas ao fracasso porque “atraem pouco público” e porque “o torcedor não tem analistas julgando como está o jogo e dizendo se o time está ou não tendo uma boa atuação”. Desculpe-me, caro Juca, mas o torcedor é um ser desprovido de cérebro e precisa de alguém dizendo como seu time está jogando? A impressão que se tem é que, para o senhor, o torcedor é um mentecapto. Mas digamos que um comentarista realmente enriqueça uma jornada esportiva. Nesse caso basta que o time “dono” da transmissão (na terça-feira quem teve o mando foi o Flamengo) coloque um profissional para comentar. O fato é que o futebol pela internet, ao que parece, chegou para ficar. Só precisa de algumas melhorias. Ah, em tempo seu Juca: tem que se cuidar porque, se as coisas continuarem neste ritmo, a profissão de cronista esportivo pode estar com os dias contados. 
+

Cacau Menezes