Carnaval não combina com futebol

Futebol misturado ao Carnaval nunca deu samba. Fica todo mundo contrariado porque tem que trabalhar ou ficar concentrado. Jogador de futebol, então, não pode nem ouvir falar na possibilidade de ter que trocar a passarela e festas mais íntimas pelos gramados. Ou simplesmente acabar trancafiado em alguma concentração. Na Europa ninguém sente, mas no Brasil é uma crueldade.

Na passarela, o melhor que aconteceu entre as grandes escolas que adotaram o esporte como tema para seus sambas enredo foi com a Beija Flor, em 1986. Dois anos após a inauguração da Marques do Sapucaí, Joãozinho Trinta levou para a Avenida “O Mundo da Bola”, que rendeu o vice numa disputa apertada com a Mangueira. E foi só. Outras tentativa de aproximar a bola com as festas de Momo resultaram em fracasso. Nenhuma grande escola do carnaval carioca conquistou alguma coisa melhor do que o segundo lugar da turma de Nilópolis.

O aperto do calendário, recheado pela Copa Sul/Minas/Rio, e a fórmula adotada para o estadual obrigaram a Federação e os clubes a ignorarem o intervalo para o Carnaval. Com o campeonato equilibrado do jeito que está nestas três primeiras rodadas, a responsabilidade aumentou. Nem foi preciso discutir o assunto entre dirigentes, comissões técnicas e jogadores.

A situação estava posta desde que se abriu a possibilidade para uma competição extra em meio ao campeonato e decisão do catarinense em dois jogos. Chapecoense, Criciúma, Joinville, Figueirense e Avaí mantém a lógica dentro da expectativa que sem tinha para as primeiras rodadas. A irregularidade do Metropolitano pode ser um indicativo de que não teremos uma grande surpresa em 2016. O equilíbrio é grande, tanto entre os candidatos ao título, como entre os que pretendem correr por fora ou livrar-se do rebaixamento.

O Carnaval não diluiu nenhuma destas avaliações, apenas contrariou a vontade daqueles – e não são poucos – que pretendiam mostrar seu talento em outros palcos e não exatamente usando chuteiras e meiões. O assalto ao armário das esposas, namoradas e afins e o samba no pé ao invés da bola, ficaram para o ano que vem. Se a cartolagem não atrapalhar, é claro.

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