Dirigentes aprovaram regulamento e o Figueirense também não pode reclamar de nada

FCF confirma que o regulamento foi aprovado por unanimidade, mas um time que conquista os dois turnos, deveria levar 2 pontos para a semi

Arquivo Pessoal/ND

Túnel do tempo
Gito Daux (E) e Fernando Bastos, na década de 70, dois brilhantes presidentes da história do Avaí. Fernando também foi o autor da letra do hino do Leão da Ilha.

Divulgação/ND

Está lá
Nazareno Silva foi treinador de Figueirense (foto) e Avaí, mas atualmente é gerente de futebol do Joinville. Esse também tem história no futebol catarinense.

Recuperado
Foi emocionante a homenagem feita no último sábado por familiares e amigos ao ex-zagueiro Jorge Alemão, do Figueirense, que passou por um sério problema de saúde e está recuperado. Foi uma surpresa que ele nem esperava, no restaurante da Ciasc, no Itacorubi. Jorge Alemão atuou no time do Estreito no final dos anos 70 e início dos anos 80, ao lado de atletas como Balduíno, Gersinho, Ademir Patrício e Jorge Carraro.

Assinaram
Segundo o diretor jurídico da FCF, Rodrigo Capela, o regulamento do Campeonato Catarinense prevalece ainda mais um ano, ou seja, continua valendo também para 2013. Ele destacou que os clubes aprovaram a fórmula de disputa por unanimidade. Fazer o que? Não há como culpar a federação.

Aconteceu
Que o Figueirense tem ainda o melhor elenco do nosso campeonato não tenho dúvida, mas o fato de ter conquistado os dois turnos não garante nada, apenas dá moral e fortalece o trabalho do grupo. Porém, já houve tropeços em anos anteriores e fica a lição, porque todo cuidado será pouco.

Exemplos
Em 1998, o gerente de futebol João Carlos Dias montou um timaço e trouxe Roberto Cavalo para comandar o Leão da Ilha. O Avaí ganhou os dois turnos, mas no final o campeão do Estado foi o Criciúma. Daí, no segundo semestre, o Avaí se sagrou campeão brasileiro da Série C. Em 88, o Marcílio Dias ganhou os três turnos e o campeão estadual foi o Avaí.

Decidam logo
Os presidentes dos quatro clubes envolvidos nas semifinais do campeonato precisam decidir nas próximas horas sobre a vinda de árbitros de fora para a reta final. Como a grana sai mesmo do borderô e quem paga são os clubes, qual o problema? Nenhum.

Acho pouco
Evidente que jogar a segunda partida em casa e ainda poder atuar por dois resultados iguais representa alguma vantagem, mas é pouco para quem levou de lavada os dois turnos. Deveria, no mínimo, largar com um ponto de cada turno. Essa seria uma bela vantagem. E justa.

Não pode
Os times que atuarão como visitantes – Figueirense e Chapecoense – deverão ter muito cuidado para não sofrerem goleadas que possam balançar o trabalho feito até aqui. Um tropeço vexatório e fica difícil de recuperar moralmente em tão pouco tempo.

Embalado
Sob o comando de Hemerson Maria, o Avaí mudou da noite para o dia. O time joga mais solto, com alegria, e comprometimento. Em quatro partidas, o Leão venceu três e empatou uma, fazendo 14 gols e sofrendo apenas cinco. Surpreendente em tudo.

Bola Cheia
Para os quatro treinadores envolvidos nesta reta final, começando com Branco, que é um caçula neste meio, passando por Hemerson Maria, que era uma aposta, Argel Fucks, briguento e competente, e Itamar Schulle, conhecido aqui no mercado interno.

Bola Murcha
Muitos avaianos, além de pagarem ingressos para assistir ao jogo no Sesi em pé e “enjaulados”, como definiu o torcedor André Gil, ainda tiveram que se sujeitar a apenas um banheiro químico, que serviu para homens, mulheres e crianças. Uma vergonha.