Figueirense e Avaí vão decidir o Catarinense 2012

O primeiro clássico será disputado no próximo domingo, dia 6 de maio

Arquivo Pessoal/ND

Túnel do tempo

Gigantes do Figueirense: Sebinho, massagista Legra, e Balduíno.

Gol contra
A Arena Condá não lotou por um único motivo: clássico Gre-Nal foi transmitido pela tevê aberta para toda a região. A diretoria da Chapecoense deveria adotar alguma providência, já que vem lutando para a região se livrar dessa dependência clubística com o vizinho estado gaúcho. Perde a cidade com a falta de identificação com o futebol local.

Não escapou
Enquanto o Itamar Schulle definiu marcação exclusiva no Cléber Santana, o treinador do Avaí optou por deixar o Athos solto, apenas com marcação por zona. O que aconteceu? O Athos deitou e rolou, deu balão, chute dentro da área, e quase marcou um golaço, evitado pelo goleiro Diego. O perigo sempre passou muito perto. Athos está conversando com o Figueirense.

Mudanças ousadas
No retorno do Avaí para a segunda etapa, duas novidades: Hemerson Maria sacou os dois atacantes, que pouco tocaram na bola, mas promoveu o retorno do Patric e colocou o Ronaldo Capixaba, sob a alegação que ele vem treinando muito bem. A intenção era aproveitar os cruzamentos do Patric para o cabeceio do Capixaba.

Manteve o padrão
Esquerdinha abriu o placar em Chapecó com gol de cabeça, aliás, a maior arma do time da Chapecoense, que dos 39 gols nesta temporada, 20 deles foram de cabeça. Só que ninguém contava com o golaço do Patric e a virada consagradora.

Passou perto
Em apenas 20 minutos do primeiro tempo, o Avaí foi arrasador, com duas jogadas dentro da área, em cabeceios quase precisos, um chute do Felipe Alves exigindo uma grande defesa do Rodolpho, e uma falta cobrada pelo Pirão no travessão. Porém, a grande surpresa estava reservada mesmo para o segundo tempo.

Raça de sempre
Mesmo nas adversidades, o Avaí conseguiu se superar e faz coisas que até Deus duvida. Havia comentado aqui que o Verdão tinha todas as condições para eliminar o Leão da Ilha, mas sempre ponderei sobre a raça e as surpresas que o Avaí costuma aprontar. Uma vitória pessoal do treinador Hemerson Maria. Merece.

Entrou ligado
Depois de muitas partidas, aparece novamente o futebol do garoto Laércio “Carreirinha”, que colocou fogo na partida, entortou a defesa do Verdão, e aproveitou muito bem a sua velocidade. Laércio foi um dos nomes do Avaí na partida que eliminou a Chapecoense. Nem a expulsão do Aelson prejudicou o Avaí.

Boa partida
Eu havia feito uma cobrança pública sobre o fraco futebol do Mika, mas ontem ele jogou muita bola, comandou o meio-campo, e não deixou que a bola aérea do Verdão fosse sensação da partida. Em um gramado alto, colocado de forma proposital, o Leão acabou se superando. Enfim, quem é avaiano, não desiste nunca.

Quase complicou

O assistente Hélton Nunes complicou a vida do árbitro Bráulio Machado ao interferir na marcação da penalidade que acabou existindo. O toque de mão foi depois da falta no jogador do Joinville. Por sorte, o árbitro manteve a marcação e não teve influência alguma no resultado.

Jogando muito
Fernandes foi decisivo na passagem à final nas duas partidas diante do Joinville e comprovou que está bem fisicamente e participativo sem que a idade esteja pesando. Com a qualidade dele, o Figueirense cresce em campo. Ontem, pela Regional FM 106,5, acabei votando nele como o craque da partida.

Proposta
O Joinville jogou o primeiro tempo na retranca, mas pouco adiantou. Fernandes abriu o placar e o zagueiro Linno acabou sendo expulso. No segundo tempo, o JEC tentou o tudo ou nada e até empatou, mas depois só deu Figueirense. Aloísio, como sempre, ratificou a fama de matador, marcando duas vezes.

Disputa
Com os dois gols na partida, Aloísio encosta na marca de Rafael Costa, do Metropolitano, ambos com 14 gols. Se marcar um gol diante do Avaí, já será o artilheiro isolado, o que vai ser uma conquista pessoal dele, que iniciou a temporada muito bem.

Não pipocaram
Bráulio Machado e Paulo Henrique Bezerra foram bem nas duas partidas, mantendo a rédea, aplicando bem os cartões e não deixando que alguns jogadores mandassem na arbitragem. O Joinville reclama da tendência do Bráulio Machado favorecer o Figueirense, mas não houve nada disso. Já o Paulo Henrique fez tudo certo em Chapecó.

Passou sufoco
Quando a partida estava 1 a 0, o Figueirense teve uma grande chance de ampliar com o próprio Fernandes, que chegou atrasado após o cruzamento do Aloísio. Ali seria a pá de cal, mas o time não marcou e o JEC cresceu. Fica a lição de sempre: se puder, despacha logo. O JEC sempre,aqui ou lá, vai representar um grande perigo.

Copa do Brasil

Com a classificação para a final do Campeonato Catarinense, Figueirense e Avaí já garantiram presença na Copa do Brasil de 2013. Como a competição nacional, que pode ter até 90 clubes no ano que vem, ainda não está definida, mais times catarinenses podem entrar no torneio. Vamos aguardar.

Bola cheia
Para Figueirense e Avaí, que estarão revivendo o maior clássico do futebol catarinense, assim como na decisões de 1975 e 1999. Como a dupla tem 15 títulos estaduais cada, também há empate nas duas decisões anteriores, porque o Avaí ganhou a de 75 e o Figueirense levou a de 99.

Bola murcha
A Chapecoense não esperava pelo golpe dado pelo Avaí e nem cogitava uma eliminação dentro do seu próprio estádio. Vai custar para trazer o torcedor de volta, porque essa pancada leva tempo para cicatrizar. Já o Joinville deixou de ganhar e fazer um placar elástico no primeiro jogo na Arena.