Fim da era PC Gusmão

A derrota para o Avaí, o baixo rendimento dentro de campo e a coletiva do presidente Nereu Martinelli pós jogo colocaram um fim no ciclo do técnico PC Gusmão. A saída do treinador é questão de tempo. Nereu apenas não oficializou a demissão porque Jony, o futuro presidente não estava presente no estádio. Nereu também afirmou que quer ouvir o superintendente Maringá para tomar a decisão. O anúncio oficial deve sair ainda nesta segunda-feira. Na coletiva pós jogo, o treinador se mostrou desconfortável com a pressão do presidente e disse. “É o que eu tenho para colocar para jogar. O combinado era fazer uma mescla com os garotos, mas para isso é preciso tempo. E pela rivalidade do Estadual não sei se teremos tempo.” PC já deveria saber o que não continuará no comando, tanto que disse à Maringá que poderia ir no lugar dele se desejasse fazer um pronunciamento oficial em seu lugar. Outro ponto que pesou forte para a saída de PC Gusmão são os números. Em 30 jogos, foram seis vitórias, nove empates e 15 derrotas, o que dá um aproveitamento de 30%. A para o Avaí ontem na Arena, foi uma das mais doídas. Um time jovem, em formação e que deu um baile no Tricolor na Arena.

Quem assume?
Hemerson Maria e Vinícius Eutrópio são dois nomes fortes para assumir o JEC. O primeiro tem a preferência de parte da direção. Já Eutrópio é desejo antigo de Nereu Martinelli. Quem vier, precisa trabalhar forte no quesito aglutinação. Hoje o Joinville é uma equipe desmotivada e com um ambiente interno muito complicado. Jogadores como Diego, por exemplo, perderam por completo a confiança. Mas na boa, a culpa não é só de PC Gusmão. Depender de Trípodi, Ítalo e Diego para buscar a vitória será de chorar em alemão.

Escalação
Outro ponto que não agradou o presidente Nereu Martinelli foi a constante troca de escalações. “Como torcedor estou chateado porque o time muda todo jogo. Não tem como dar sequência.” Na coletiva, PC respondeu dizendo que também quer dar sequência aos jogadores, mas voltou a reclamar da falta de peças para a reposição.

Hemerson Maria
Por telefone, ao editor de esportes do ND Renan Silveira, Hemerson Maria disse que mantém contato com várias equipes e que segue mantendo contato com pessoas autorizadas pelos clubes a falar. Maria está no mercado desde que saiu do Joinville. Casos como o de Ricardo Oliveira, quando o presidente disse que quem vetou a contratação do atleta no ano passado teria sido o treinador e a “discussão” com o futuro presidente Jony Stassun, que culminou com o pedido de demissão do então diretor financeiro, parecem superados. Vamos aguardar os próximos capítulos.

Preparação física
O Joinville morreu no segundo tempo. Flávio Trevisan veio a pedido do técnico PC Gusmão é também será reavaliado. A saída de Claudiomiro Santiago, que se desentendeu com o treinador, deixou o ambiente ainda mais tenso. O JEC tinha seu próprio preparador físico, Alexandre Souza, mas acabou demitido. A situação de Flávio Trevisan é delicada no momento.

E o Maringá?
Outro que também está com seu trabalho colocado em xeque. Quando foi contratado, tinha como principal virtude ser bom de vestiário e aglutinador. Mas apesar de estar todos os dias no CT, não conseguiu manter o bom relacionamento entre técnico e auxiliar. Segundo a coluna apurou, também terá seu trabalho pela diretoria.

E o jogo?
O JEC foi novamente um amontoado dentro de campo. Um time que não é obediente taticamente e que voltou a falhar na cobertura dos laterais. O primeiro gol, de Renan, foi nas costas de Diego, novamente. E com cinco jogadores formados nas categorias de base, o Leão foi muito mais agudo que o JEC e se tivesse aproveitado melhor as oportunidades, poderia até sair com um placar ainda mais elástico. No segundo gol, uma pane geral do sistema defensivo que ficou assistindo o garoto Yuri, de cabeça, ampliar o placar.

Algo de bom?
Mário Sérgio vem evoluindo dentro de campo. Apoiou muito bem e defensivamente tem feito melhor as coberturas. Na frente, William Paulista entrou e mostrou que pode acrescentar ao ataque. É um jogador de área e que em poucos minutos fez mais que Trípodi e Felipe Alves. Ainda é cedo para uma avaliação, mas gostei da movimentação dele no ataque. Um atacante com cara e jeito de camisa 9.

Abaixo
Thomás, meio campo contratado para ser o novo camisa 10 do time, está muito abaixo. Errou passes curtos, não teve bom desempenho com a redondinha nos pés e fez uma partida muito abaixo do esperado. Pela expectativa criada em sua apresentação, está devendo. Aliás, das contratações feita pelo departamento de futebol, nenhuma ainda convenceu. 

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