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Montenegro avalia negociação com Touré: “O que ele fez foi uma coisa horrorosa”

Ex-presidente e membro do Conselho Executivo do Botafogo, Carlos Augusto Montenegro voltou a comentar nesta quarta-feira sobre a negociação frustada com o experiente meia Yaya Touré. Segundo ele, a atitude do marfinense foi uma grande surpresa negativa e afirmou que ele não faz mais parte nem dos planos do clube nem da vida dele.

(Foto: Divulgação/Vitor Silva)

“Foi uma decepção e uma surpresa, aprendemos muita coisa. Posso garantir que negociamos com a pessoa certa. Começou em fevereiro/março, parou porque a mulher dele não queria vir para cá. Tentamos outros jogadores, ele ficou com ciúmes e nos procurou para negociar. Algum amigo dele conhecia o candidato do Vasco, meio fanfarrão, propôs o acordo, talvez tenha colocado grana. Depois disse que não vinha mais, pediu desculpas ao Botafogo. Eu tinha admiração, ficou decepção muito grande. Foi leviano e sem caráter, poderia ter falado que não queria, que tinha proposta, que a mulher não gostaria de vir. O que fez foi uma coisa horrorosa. Já tinha desligado ele da minha vida, você (repórter) que me lembrou. A gente aprende, mas o Botafogo não teve culpa, falando de coração”, desabafou em entrevista ao Esporte Interativo.

O dirigente ainda comparou o comportamento do ex-jogador do Manchester City com o de Honda, japonês que chegou para ser a grande novidade do time carioca neste ano.

“Uma coisa que nos atrapalhou muito foi o Honda. Ele foi tão correto e firme na negociação que talvez por isso tenhamos sido infantis com o Yaya Touré, que fez uma molecagem. Ficou a decepção. Então ele fica por lá, nós ficamos por aqui. Ele não pisa mais no Botafogo”, acrescentou.

Além das negociações, Montenegro também explicou como anda a situação financeira do Botafogo, que assim como muitas equipes do país, apresenta dívidas, bloqueios financeiros e salários atrasados. Segundo ele, a pandemia até que não causou tanto impacto ao clube, já que, devido a injustiças, o alvinegro vive “em pandemia há 25 anos”.

“Desde o momento que houve injustiça total de divisão de cotas de TV, desde o Clube dos 13, o Botafogo convive com a falta de dinheiro, ficamos muito atrás de Flamengo, Corinthians, Palmeiras, etc. Ao longo dos anos dá uma diferença grande. No Botafogo estamos em pandemia há 25 anos, com falta de recursos, e sabemos segurar. Agora nem sofremos tanto quanto os outros. A pandemia deixou até clubes muito ricos em situação difícil, quem era pobre já sabe conviver com isso. Nosso planejamento é o mesmo, tanto para volta do futebol quanto para honrar compromissos financeiros. Não sei se vai chegar a três meses atrasados. Conseguimos atravessar a fase ruim sem reduzir salários. No Botafogo tem o lado dos funcionários, que atuam na sede, parte social e esportes olímpicos, e tem o pessoal do futebol, que vai ser separado no Estádio Nilton Santos com o clube-empresa”, finalizou.

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