Péssima arbitragem na Arena Joinville e bom resultado do Figueira; para o Avaí, ficou complicado

Arquivo pessoal/ND

Túnel do tempo
Trio de arbitragem que trabalhou em uma final de campeonato em Garopaba, formado por João Martins (E), Clésio Moreira dos Santos e Paulo Renato Brasil. Foto do arquivo do leitor Valter Ricardo.

Divulgação/ND

Paixão azul
O pequeno Bernardo faz pose de campeão e quer a final contra o Figueirense.

Divulgação/ND

Família eclética
Avaiano André, alvinegro Fabrício e são-paulino Gabriel. Só falta definir o time do pequeno herdeiro, que está no colo do André. Todos fãs do Clube da Bola, da RICTV.

Muito ruim
O árbitro Ronan Marques da Rosa foi muito mal na Arena Joinville, deixando de marcar duas penalidades claras, e ainda economizou nos cartões. Foi rigoroso ao expulsar o Túlio e deu muita conversa aos jogadores, colaborando para jogadas viris e desleais.

Perdeu o setor
Mesmo com Ygor sendo o melhor em campo e com o Fernandes muito participativo, o Figueirense perdeu a meia-cancha e deu muitos espaços para o Joinville, principalmente porque Botti e Doriva estavam perdidos em campo e sem função definida.

Bom exemplo
O torcedor do Joinville deu um show na hora da execução do hino nacional, demonstrando respeito à Pátria e conhecimento da linda letra do nosso maior símbolo, contagiando a todos pelo respeito e por fazer ecoar o hino nacional até a sua execução final.

Fazem falta
Os atacantes Aloísio e Júlio César, do Figueirense, e Lima, do Joinville, não estão garantidos na próxima rodada, e seguem fazendo falta nas duas equipes. Os times perderam a referência no ataque e os treinadores foram obrigados a mudar o esquema tático.

Correto
Branco agiu bem do começo ao término da partida, seja na escalação inicial com um 4-5-1, com o volante Doriva preenchendo o meio-campo, e depois com as alterações, colocando João Paulo, Coutinho e Franco Niel. Falei sobre isso na jornada da Regional FM.

Problema deles
O placar moral da partida na Arena Joinville poderia ser uns 4 a 1 para o Joinville, mas o que vale é o placar oficial e o empate foi excelente para o Figueirense. Ninguém mandou o JEC perder tantos gols e ser incompetente nas finalizações. Azar o deles.

Guerreiros
Desde a expulsão do Túlio, aos 21 minutos do primeiro tempo, já se esperava pelo pior, talvez uma goleada encaminhada pelo Joinville, mas o que se viu foi um Figueirense gigante, guerreiro, cada um lutando em dobro, culminando com um ponto precioso.

Sem discussão
Ygor tocou em Ramon dentro da área e o árbitro ignorou a penalidade, preferindo a marcação da falta fora da área. Pedro Paulo deslocou Coutinho com a mão e o árbitro mandou a jogada prosseguir. Dois pênaltis claros em Joinville e sem polêmica. Foi.

Quem foi bem
Da partida em Joinville destaco os seguintes jogadores: Wilson, Canuto, Sandro, Guilherme Santos, Ygor, Fernandes e o Roni, apenas pelo primeiro tempo dele. No JEC, esperava mais do Ramon e achei o ritmo do time jequiano muito inconstante e lento.

Certeza
Quero o Fernandes jogando adiantado e com uma perna só, do que alguns jogadores jovens e inteiros no aspecto físico, que fazem apenas figuração. Foi dos pés do Fernandes que saiu o gol de empate, tanto que ele chutou e a bola bateu no zagueiro Linno, sobrando limpa para o Guilherme Santos empatar a partida.

Mandou recado
“Os caras vêm aqui certamente sabendo quem já está pendurado. Ele deve ser Figueira”. Declaração do atacante Nunes, que recebeu cartão amarelo por reclamação e está fora da partida em Chapecó. Ele fez falta sim e não tinha o direito de reclamar.

Ansiedade
Não foi o mesmo Avaí de partidas anteriores e deixou a desejar até no “be-a-bá” do futebol, que é tocar a bola, envolver o adversário, carimbar sempre pelo meio-campo e não com o zagueiro Cássio querendo dar uma de armador. Futebol feio e deprimente.

Ficou difícil
Vencer a Chapecoense lá não é nada impossível, mas convenhamos que ficou bem mais complicado. O Avaí foi envolvido pela Chapecoense, que até merecia sair com a vitória, pelo que produziu na etapa final. O meia Athos, do Verdão, o camisa 8, jogou muito e mandou no jogo.

Só balão
Quando um zagueiro sai de trás e não entrega a bola para o meio-campo ligar logo com o ataque, e isso se repetiu várias vezes na partida, é porque tem alguma coisa errada. O Cássio, já opinei, pensa que é craque, enquanto no meio-campo do Leão, só se safa mesmo o Cléber Santana. O filme é velho.

Mancada
O time do Avaí sentiu o baque daquela entregada do lateral Aelson, que permitiu o gol do Eliomar, causando um impacto forte no time inteiro e na torcida, além de desestabilizar o que foi programado pelo Hemerson Maria. Uma mancada assim pode botar tudo a perder.

Endeusado
Durante toda a semana, o atacante Felipe Alves foi bajulado, endeusado, entrevistado aos montes, enfim, paparicado. No jogo não passou a bola para ninguém e ainda foi mal, sendo até substituído. Precisa voltar a ser humilde e ciente dos seus limites.

Excelente
A presença feminina nas duas partidas, dando um colorido especial na Arena Joinville e na Ressacada. Belas mulheres, muitas crianças, e a maioria uniformizadas, ou seja, vestindo com orgulho a camisa do seu time de coração. As mulheres estão podendo.

Valeu pelo gol
Nunes marcou um gol de letra e foi de forma consciente, porque por ser atacante e estar dentro da pequena área ele tinha noção de que o toque de calcanhar poderia criar problemas para o goleiro Rodolpho e, na melhor das hipóteses, marcar o gol. Deu certo.

Coisa feia
O judiado gramado da Ressacada vai ficar ainda pior após o show desta quarta-feira, mas a grana que vai entrar vai compensar muita coisa. O problema é o time e a torcida terem paciência pela recuperação da sofrida grama. Depois me cobrem.

Bola Cheia
Para os times que atuaram como visitantes, já que Figueirense e Chapecoense conseguiram resultados expressivos e mantiveram a vantagem para os jogos da volta, neste final de semana. Pela circunstância, e por ter jogado muito tempo com um a menos, o destaque fica para o Figueirense.

Bola Murcha
Para quem vende produtos pirateados dos clubes, em especial, ontem, do Avaí. Uma ação conjunta na Ressacada apreendeu camisas, bandeiras e outros produtos pirateados vendidos no entorno do estádio e sem autorização do Avaí. Uma prática comum também em muitas lojas da Grande Florianópolis.