Qatar promete Copa compacta e com deslocamentos mais curtos

Owen, Mendieta e Okocha acham que o Mundial de 2022 pode surpreender

O Qatar está vendendo a idéia de uma Copa do Mundo sem igual em 2022 – e três craques que já participaram de outros Mundiais aprovaram a ideia de um torneio em que torcedores e seleções não vão precisar de sair do lugar.

Num pais de dimensões mínimas, todos os jogos vão estar a apenas uma hora de distância entre os vários estádios. O Qatar tem um área total de 1151 quilômetros – apenas 10 vezes maior do que os 1.255 quilômetros da cidade do Rio de Janeiro.

O inglês Michael Owen, o espanhol Gaizka Mendieta e o nigeriano J.J. Okocha concordam que a Copa no Qatar tem tudo para ser um sucesso. Eles participaram de um debate na Soccerex em Manchester junto com Nasser Al Khater, assistente do secretário-geral do Comitê Supremo que supervisiona a organização do Mundial de 2022.

– Os torcedores que vão assistir os jogos ou aqueles que vão ficar nas zonas para os fãs ou em praças vão se sentir sempre no centro de tudo que está acontecendo – destaca Nasser.

– Não ter que viajar, trocar de sede ou de hotel, vai ser fantástico – completa Mendieta.

– Nao vai ter problema nenhuma interromper as competições para o torneio confirmado para novembro e dezembro – argumenta Owen.

– O Qatar é um pais cheio de atrações e quem for assistir a primeira Copa no Oriente Médio não vai ficar decepcionado – lembra Okocha, que jogou no país.

Cinco estádios estão sendo construídos no momento e o primeiro deles vai ser inaugurado em 2016, mais três até 2018 e o prazo final para entrega é 2020.

O mundo árabe já tentou com o Marrocos e o Egito e acabou conseguindo agora com o Qatar. Nasser chama atenção para o legado que o país do Golfo vai deixar para o mundo.

– Primeiro vem os benefícios materiais com a implantação da tecnologia de resfriamento dos estádios que pode ser adotada por outros países. Parte dos estádios de 40.000 lugares vai ser desfeita e o material vai ser dado a regiões que precisam. Os benefícios sociais também são evidentes com a Copa forcando o país a modernizar as leis trabalhistas e as normas de saúde e segurança – destaca o membro do comitê organizador.

Nasser também acredita que a atual instabilidade no Oriente Médio não vai ser um problema. O Qatar foi muito criticado por causa do calor que forçou a mudança do calendário mas ele insiste que as opiniões negativas acabaram sendo benéficas.

– O país todo agora apoia a Copa, a ferocidade das críticas teve grande impacto na população e aumentou a determinação de todos de trabalhar para que Qatar 2022 seja um grande sucesso – finaliza Nasser.

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