Reunião reivindica recadastramento das Torcidas Organizadas em Joinville

Órgãos policiais, MP, JEC, Felej e membros das organizadas discutiram questões de segurança para os jogos do JEC na Arena

Do que depender de identificação de torcedores e segurança diferenciada com as torcida organizadas, o JEC fará bonito em 2014. Em reunião realizada na manhã de ontem, na 2ª Delegacia Regional de Polícia, no bairro América, representantes de órgãos policiais, Ministério Público de Santa Catarina, Joinville Esporte Clube, Felej e torcidas organizadas discutiram a segurança nos jogos do Tricolor, na Arena, em 2014.

Rogério Souza Jr./Arquivo/ND

No dia 16 de dezembro, torcidas chegaram a realizar o chamado “Jogo da Paz” para mostrar que são contrárias à violência nos estádios

De acordo com o Major da PM (Polícia Militar) e Subcomandante do 8º BPM (Batalhão da Polícia Militar), Jofrey Santos da Silva, o objetivo do encontro foi discutir questões de segurança e também conscientizar as autoridades presentes sobre violências nos estádios.  “Serviu como uma forma de conscientização. Deixar claro a preocupação que os órgãos policiais têm para com o torcedor e as famílias que freqüentam os estádios. A forma como algumas torcidas se comportam faz com que a polícia precise agir de forma mais contundente e não é isso que queremos. Queremos que a torcida vá ao estádio para torcer”.

A principal medida a ser tomada, num primeiro momento, será o recadastramento de cada integrante das torcidas organizadas do JEC, União Tricolor e Torcida Independente, que juntas somam mais de 700 torcedores. “O objetivo é coordenar melhor as torcidas organizadas. Pedimos que eles fizessem um recadastramento de cada torcedor integrante”, destaca. O novo controle já vale para a primeira partida joinvilense no ano. “A partir do dia 26, para o jogo JEC x Criciúma, esse recadastramento terá de estar atualizado. Só entrarão os torcedores das organizadas que estiverem identificados com a roupa da torcida e que estiverem nesta lista do recadastramento. Em todos os pontos de acesso ao estádio teremos os responsáveis pela segurança (pública e privada) fazendo a revista e identificando os torcedores das organizadas. É importante frisar. Se o torcedor não estiver nesta lista ele não entra com a organizada”, ratifica. “Esse é o papel da organizada. Mostrar que realmente são organizadas”.

O Delegado Regional de Polícia, Dirceu Silveira Junior, reforça que a reunião serviu também para que os órgãos policiais pudessem conhecer em detalhes as torcidas. “O objetivo da reunião era conhecer as estruturas das organizadas. Tivemos casos de brigas e confusões no passado e queremos evitar isso. As torcidas terão que recadastrar cada integrante e eles terem carteiras os identificando como membro da torcida organizada”. O delegado elogiou a postura dos representantes das organizadas. “Eles foram receptivos com as nossas reivindicações”.

Depois de ter a imagem abalada nacionalmente após as confusões entre torcida do Atlético-PR de Vasco, na Arena, a organização da segurança servirá também como resposta aos acontecimentos negativos. “Temos o intuito de ser uma referência nacional de segurança e bom comportamento da torcida. Ainda mais, depois dos fatos ocorridos. Serve para mostrar como é Joinville de verdade”, argumenta o presidente da Felej, Fernando Krelling. “Nos próximos dias, estudaremos os lugares apropriados para que a Justiça Presente esteja atuante em todos os jogos do JEC na Arena”, conta Krelling.

Controle será rigoso

Com o recadastramento, o sistema de identificação e controle nos pontos de acesso ao estádio será rigoroso. “Teremos o máximo possível de identificação, seja nas organizadas ou com torcedores que não possam assistir aos jogos por alguma punição”, garante o delegado regional, Dirceu Silveira Junior.

O Major da PM, Jofrey Santos da Silva, explica como será feito o controle. “Instrumentos serão identificados e cadastrados. Só entram materiais e uniformes liberados no recadastramento. Teremos revistas rigorosas nos dias dos jogos”. O major, porém, confessa que apenas os torcedores das organizadas serão cuidadosamente identificados. Torcedores já punidos, ficam sob responsabilidade do Poder Judiciário. “Quanto aos torcedores já punidos e que não podem entrar nos estádios, não teremos esse controle, por enquanto. Fica nas mãos do judiciário, que estipula penas como ter de se apresentar à uma Delegacia Policial em dias de jogos horas antes de iniciar a partida”, pondera.

EUA e Europa são modelos

Com uma criteriosa identificação em alguns estádios, os Estados Unidos e a Europa servem de modelos para um controle maior sobre quem freqüenta os estádios. Na opinião do Major Jofrey, a identificação biométrica auxiliaria consideravelmente nesse quesito. Além disso, as penas mais rígidas inibem os desordeiros. “Na Europa, as penas são mais severas e por isso tivemos o banimento de torcedores como os hooligans, na Inglaterra. Nos EUA, já vemos torcedores rivais no futebol americano comendo pipoca lado a lado nas arquibancadas. É um passo cultural, que pode demorar um pouco. Em alguns lugares temos a identificação biométrica. O torcedor quando entra já se identifica e se descobre se ele tem antecedentes. É o ideal. Não vejo como um sonho muito distante, tendo em vista os valores que os clubes arrecadam atualmente. É um investimento necessário”.

Enquanto isso não acontece, devido ao alto investimento, a colocação das cadeiras deve amenizar o número de ocorrências. “Com as cadeiras numeradas e com ingressos nominais, já auxilia a solucionar e coibir a violência”, avaliza o delegado Dirceu Silveira Junior.

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