Fábio Machado

Rotina, contratações e análise dos jogos dos clubes catarinenses. A história do futebol no Estado é resgatada com postagens que relembram os títulos e jogadores que marcaram Santa Catarina.


Sérgio Gil, Sérgio Murilo e Mahicon Librelato: craques que nos deixaram cedo demais.

SONHOS INTERROMPIDOS NO FUTEBOL

O futebol catarinense tem na sua trajetória três histórias parecidas: três craques da bola que tiveram os seus sonhos interrompidos muito cedo pelas rasteiras dadas pelo destino. Sérgio Gil. Sérgio Murilo e Mahicon Librelato.

Jovens, bonitos e bons de bola.

E que inevitavelmente dariam voos mais altos nas suas carreiras. Mas que partiram cedo, muito cedo e deixando saudades e boas lembranças para os familiares, amigos e esportistas em geral.

Sérgio Gil era um autêntico camisa 10. Craque – Foto: memorialtimão/NDSérgio Gil era um autêntico camisa 10. Craque – Foto: memorialtimão/ND

A primeira lembrança é do meia Sérgio Gil cria da base Figueirense. Morador do bairro e irmão de jogadores profissionais: Almir, volante campeão com o Avaí, São Paulo e Coritiba, e Tonho, meia do Grêmio campeão mundial. Sérgio Gil logo cedo demonstrou habilidade e que seria um jogador diferenciado. Este colunista era amigo do jogador que tem uma rua com o seu nome no bairro do Balneário no Estreito. Despontou rapidamente no Figueirense e foi atuar com a camisa 10 do Corinthians e também vestia a camisa 10 da Seleção Brasileira de Juniores. Seu próximo passo seria vestir a camisa do Internacional. Mas um acidente de carro tirou a sua vida aos 19 anos na rodovia Régis Bittencourt, na BR 116.

Sérgio Murilo (Lilo) jogava o fino da bola. – Foto: sérgio murilo/JBFoco/NDSérgio Murilo (Lilo) jogava o fino da bola. – Foto: sérgio murilo/JBFoco/ND

A outra história similar é do meia Sérgio Murilo que mesmo por pouco tempo brilhou com a camisa do Avaí. Iniciou a carreira de futebol no amador de Biguaçu defendendo o BAC (Biguaçu Atlético Clube) aos 16 anos. Logo chamou atenção e foi parar no Avaí. Muito jovem, teve tranquilidade ao entrar em campo e marcar um gol no clássico diante do Figueirense no estádio Orlando Scarpelli. Em uma partida do Leão da Ilha em Campinas diante do Guarani, Sérgio Murilo chamou a atenção de olheiros o que obrigou o Avaí a renovar o seu contrato. Sobre o atleta, havia a expectativa de uma convocação para a Seleção Brasileira que disputaria as Olimpíadas de 1984. Mas todas essas projeções findaram no dia 7 de março em acidente automobilístico na BR 101.

Mahicon Librelato, faro de gol – Foto: reptodução/twitter/NDMahicon Librelato, faro de gol – Foto: reptodução/twitter/ND

A terceira história relembrada é a do atleta Mahicon Librelato, natural de Orleans, no sul do estado. Aos 20 anos de idade vestindo a camisa do Criciúma, o atacante foi o artilheiro do campeonato catarinense na temporada de 2001. No ano seguinte, Librelato defendia o Internacional após uma transação milionária para o futebol de Santa Catarina. Sem completar um ano no time gaúcho, Mahicon foi vítima de um acidente de carro na avenida Beira Mar Norte, em Florianópolis no dia 28 de novembro de 2002. Três histórias de jovens talentos, abreviadas por acidentes com automóveis. Driblaram os seus adversários, as dificuldades da carreira de jogadores de futebol, mas não conseguiram driblar o destino.

Que teve a oportunidade, o prazer e o privilégio de vê-los atuar em campo não apenas conferiam o futebol de craques em campo, também perceberam a alegria com o Sérgio Gil, o Sérgio Murilo (Lilo) ou o Mahicon tocavam na bola. Era com prazer que eles entravam em campo.

E era fácil, até porque desde pequeno, esses “moleques” sempre sonhavam em ser craques da bola, e foram, mesmo por pouco tempo atuando.

Deixaram muitas saudades e a certeza de que iriam longe, muito longe no futebol.

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