Treinadores precisam melhorar a “imagem” perante torcedores, dirigentes e imprensa

Estudo aponta que expressão e linguagem corporal são muito importantes no dia-a-dia. Quem trabalha isso mal, acaba pagando

Túnel do tempo

Arquivo Pessoal/ND

Volante Jackson defendeu o Figueirense em 1991.

Estudo de imagem
Por e-mail, e revelando ser assíduo leitor da coluna, o professor Silvio Luzardo, titular do curso de Comunicação do Senac, e também psicopedagogo, faz comentários oportunos sobre expressão corporal e linguagem corporal, principalmente no futebol, e cita Mauro Ovelha como um personagem marcante desse estudo. Ovelha tem mesmo muito que aprender.

Cara de mau
No fundo, Mauro Ovelha é boa pessoa e muito competente, mas a cara de mal dele não combina, assusta e afasta muitos jogadores, dirigentes, torcedores e imprensa. Entendo que esse comportamento, e vale para muita gente, é possível mudar.

Relato

Marco Santiago/ND

O professor Luzardo relata que o Noticias do Dia, no dia 14 de março, seguinte a apresentação do goleiro Diego, publicou uma foto do goleiro com o então treinador avaiano. “A imagem me chamou a atenção. Levei cópia da foto para um grupo de alunos de Comunicação e Oratória na cidade de Joaçaba. Eles haviam tido uma aula de habilidades de tratamento e de oratória e, então, colei a foto no centro de uma folha e pedi que cada um colocasse ali a sua ‘visão’, o seu ‘sentimento’, a sua ‘leitura’ do que observaram no episódio. Resumo: o técnico Mauro Ovelha não demonstrou ‘no estudo da imagem’ que estava a vontade com o novo pupilo e não usou técnicas de ‘acolhimento amigável’ como líder do grupo”. Ovelha cumprimentou o jogador olhando para o lado.

Fato
“Pessoas que lidam com grupos devem ter habilidades, técnicas e estratégias de comunicação em público, para se tornar um líder aceito e não imposto”, ressalta o professor Luzardo. É por isso que Joel Santana é bem quisto, mas Leão e Muricy não, assim como Celso Roth e Luxemburgo. Já o Tite e o Dorival Júnior são e trabalham bem a “imagem” com todos. 

Sucesso
Sobre esse comentário específico da coluna de hoje, entendo que Hemerson Maria (Avaí) e Branco (Figueirense) conseguem passar uma boa imagem, mas o tal de “cara”, pronome de tratamento citado pelo Branco umas cem vezes em cada entrevista coletiva, é de tirar qualquer um do sério. Não combina com um treinador que sonha em chegar à seleção brasileira.

Torcida
Wilmar Teixeira mora em Tijucas, mas é avaiano fanático e me acompanha faz muitos anos. Temos um amigo em comum, o discotecário Maurício Albatroz, músico das sextas-feiras no Emporium da Bocaiúva. Todos da melhor qualidade.

Não importa
Defederico, que pode vir para o Avaí, recebe perto de R$ 100 mil, mas isso não é problema para o Avaí, que já trouxe jogadores mais caros, como Lincoln (R$ 230 mil) e Cléber Santana (R$ 180 mil). Até porque não é o Avaí quem paga o salário integral.

Não consegue
Aliás, sobre reforçar com jogadores de ponta e de alto padrão técnico e caros, percebo que no Figueirense há um marasmo e uma falta de tato em algumas negociações, ou seja, abrir o cofre e trazer um jogador como Cléber Santana, por exemplo, que se encaixaria como uma luva nesse bom meio-campo alvinegro. Isso é coisa de dirigente que pensa pequeno.

Bola Cheia
Para a diretoria do Avaí que aproveita o momento e baixa o valor dos ingressos, principalmente para as arquibancadas, fixado em R$ 20. Essa flexibilização deveria ser mais frequente, já que há momentos em que o dinheiro não está em primeiro plano, mas sim a lotação do estádio, com mais calor humano e ao vivo. A Ressacada vai bombar.

Bola Murcha
Há uma campanha na tevê, com o aval da Associação dos Clubes e da FCF, pedindo para que cada catarinense escolha um time para torcer aqui em Santa Catarina. Só que na prática eles fazem o contrário, transmitindo jogos de outros Estados para Santa Catarina e os clubes daqui aceitam migalhas para não terem seus jogos transmitidos.