Um clássico que aconteceu de tudo

Gol muito cedo,duas bolas na trave e muita correria no jogo do Scarpelli

Túnel do tempo

Arquivo Pessoal/ND

Partida entre Marcílio Dias e Criciúma em 1982, em Itajaí. O trio de arbitragem teve Valdir Hammes (E), Celso Bozzano e Mozart Badia.

Foi intenso

No primeiro tempo do clássico deu tudo, incluindo um gol muito cedo, duas bolas na trave, um gol anulado pelo impedimento do Nunes, muita correria e jogadas ríspidas. Aloisio também perdeu um gol claro, na saída desesperada do Diego.

Domínio
O Figueirense começou vencendo cedo, mas foi o Avaí quem teve mais posse de bola e comandou a etapa inicial. Porém, o que vale é bola na rede. Achei o Pirão e o Aelson um pouco nervosos no lado avaiano, enquanto o Julio Cesar ficou muito isolado no ataque e deu poucas opções aos jogadores do meio-campo alvinegro.

Belo visual
Quando os dois times entraram em campo, o espetáculo foi emocionante. Do lado do Figueirense, dois bandeirões bem esticados e foi possível visualizar bem, com a ajuda de toda a torcida. Do lado avaiano, muito pisca-pisca e o canto de guerra e o hino na ponta da língua dos torcedores.

Rigorosa revista
Em Blumenau, assim que as principais equipes de rádio chegaram para transmitir o jogo, a Polícia Militar fez uma revista nunca vista antes no futebol catarinense. Todo o equipamento da rádio Chapecó foi revistado. O Badá ficou indignado, com razão. Ele também é comentarista da emissora do Oeste.

Bastidores
Aumentam as chances de a RIC entrar na disputa para transmitir o Campeonato Catarinense a partir de 2013. Tudo porque há um descontentamento da cúpula da FCF com a emissora que transmite a competição. Além disso, a entrada da RIC nas negociações agrada a maioria dos presidentes de clubes do interior do Estado.

Elogios pela metade
Enquanto o Avaí recebia elogios pelo bom futebol, era o Figueirense quem marcava os gols. A penalidade no Roni foi uma infantilidade do Robinho. Júlio César cobrou e Diego quase pegou. Depois veio a resposta com o Nunes, que finalmente marcou o tão esperado gol com a camisa azurra.

Falta muito
Está visível que o Avaí precisa sair às compras e reforçar o elenco, tanto que Fabiano Eller e De Federico deverão chegar para a Série B. Já o Figueirense precisa de pequenos ajustes no time titular e reforçar o banco de reservas, porque encarar a elite com Jean Deretti, Guilherme Lazaroni e Potker será um suicídio.

Pelada
Na manhã de domingo, esquentando o clássico, o Master da Capital, mesclado com ex-jogadores de Avaí e Figueirense, enfrentou o Glória de Vacaria (RS) e venceu por 10 a 2, com três gols de Fantick, quatro de Ricardo e Ion, Bau e Flávio, marcaram um gol cada. O misto teve Elodir; Bruno, Ion, Norton e Bibi; Chico Botelho, Evaldo, Flávio Roberto e Balduíno; Fantick e Ricardo.  

Justiça?
Quando o torcedor Alvinegro já contava com a vitória, acaba aparecendo o craque Cléber Santana para colocar tudo em ordem, até porque o Avaí foi o melhor conjunto ao longo de toda a partida. Votei no Cléber Santana como o craque do clássico e ele realmente ditou o ritmo, com o empate tendo sabor de derrota pra o Figueirense.

Vida segue
Pablo, Canuto, Guilherme Santos e Ygor desfalcarão o Figueirense, além do Júlio César lesionado, enquanto Robinho desfalcará o Leão diante do Joinville. O campeonato segue e faltam ainda duas rodadas. Joinville e Chapecoense estão perto da vaga pelo índice técnico.

Banho
Nas mudanças que fez o treinador do Avaí, Hemerson Maria, foi bem superior ao Branco, que não conseguia fazer o time do Figueirense jogar, mesmo sendo melhor na parte individual. Também não gostei da atuação do Wilson, muito inseguro nas saídas de bola. Não foi o grande goleiro que nós conhecemos.

Bola Cheia
Para a superação dos jogadores avaianos durante todo o clássico e arrancando um empate com sabor de vitória. Fica difícil a classificação azurra, mas basta acreditar e vencer as duas próximas partidas. Já as vitórias de Joinville e Chapecoense foram excelentes.

Bola Murcha
A Federação não poderia escalar um árbitro desconhecido e de pouca experiência. Já o Nunes precisa ser multado, porque deu um soco no Bruno, em pleno jogo. Por sorte, a arbitragem não viu a agressão. Bruno foi inteligente e não revidou.