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Você sabia? Com aval de Felipão, dupla filmou bastidores da Libertadores 1999

O melhor documento sobre o único título da Sociedade Esportiva Palmeiras na Copa Libertadores foi produzido por Luiz Fernando Santoro e Flávio Tirico. Em 1999, com acesso ao vestiário dirigido pelo exigente Luiz Felipe Scolari, os dois gravaram o filme oficial da campanha vitoriosa, publicado no antigo formato VHS.

Santoro e Tirico bancaram o projeto com recursos próprios e acompanharam o Palmeiras do começo ao fim da Copa Libertadores 1999 – nos jogos fora de casa, viajavam nos mesmos aviões e ficavam nos mesmos hotéis da delegação. O então presidente Mustafá Contursi, os atletas e até Felipão aprovaram as filmagens.

Os documentaristas tiveram como princípio durante as filmagens o conceito de não tentar qualquer tipo de interferência nas situações, o que serviu para estreitar laços com elenco e comissão técnica. A dupla também deu espaço aos coadjuvantes do grupo de trabalho, como o roupeiro Chiquinho e os massagistas Miro e Miguel.

“A ideia era captar o que ninguém captaria. Entrávamos no vestiário como se fôssemos um torcedor que ficava observando. Não tinha a coisa do repórter, de perguntar e tal… Isso criou uma confiança grande, tanto é que, do meio para o final, nossa relação com o pessoal do Palmeiras mudou”, contou Santoro, em 2019.

Vistos com respeito, os documentaristas gravaram momentos históricos, como a emoção no vestiário do Morumbi após a classificação à semifinal sobre o Corinthians, as rodas antes e depois dos jogos e o começo de São Marcos. Há também passagens descontraídas, a exemplo de uma batucada nos galões de isotônico promovida pelos laterais Júnior e Neném.

O filme publicado em VHS é guardado, inclusive, por alguns jogadores do elenco campeão continental de 1999, caso do ex-meia Zinho. Atualmente, em tempos de futebol moderno, Luiz Fernando Santoro entende que seria impossível produzir algo semelhante.

“Hoje, a assessoria controla demais e o jogador tem toda uma imagem a preservar. A imprensa publicou os gols e o que saiu nos jornais, então esse documentário é único. Conseguimos vencer o preconceito de o time se mostrar de dentro para fora. Não o time que assessoria quer mostrar, mas um time mais verdadeiro”, disse, satisfeito.

01 Comentários

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  • É NÓIS... MANO!
    É NÓIS... MANO!
    Os Porco não tem mundial kkkkkkkk

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