Reforço na família motiva Daniel Jr. no comando do JEC/Krona

Maria Laura chega no início de abril e pode ganhar um irmãozinho em breve enquanto o pai prepara o Tricolor para as conquistas da temporada

O técnico Daniel Jr. é conhecido pela dedicação, inteligência e tática. Em 2021, em meio a nomes como Dieguinho, Willian, Genaro, Xuxa, Igor e tantos outros, ele se afunda em estatísticas, posicionamento em quadra, movimentação, ataque, defesa e tudo que envolve o mundo da bola pesada. Porém, não é nenhum desses nomes aí que ocupa o coração e a cabeça de Daniel. Um nome composto e atuais 44 centímetros. Maria Laura nem nasceu e já ganhou do melhor goleiro da Liga Nacional, de um dos melhores pivôs do mundo e de um elenco recheado de estrelas.

Daniel Jr. recebe o melhor presente em abril e, enquanto isso, continua preparação para a temporada – Foto: Arquivo/Juliano Schmidt/JEC/KronaDaniel Jr. recebe o melhor presente em abril e, enquanto isso, continua preparação para a temporada – Foto: Arquivo/Juliano Schmidt/JEC/Krona

A primeira filha de Daniel nasce no início de abril e é, sem dúvida, o maior presente do comandante tricolor nas quadras. Maria Laura chega ao mundo pouco mais de três anos após um momento delicado na vida de Daniel e da companheira.

Enquanto o então auxiliar comemorava o inédito título da Liga Nacional, a família precisava se unir para superar a dor de um aborto espontâneo. O desejo de aumentar a família fez com que o casal entrasse na fila para adoção e no segundo semestre de 2020 a surpresa: a gravidez e Maria Laura a caminho.

“Foi um susto, tem o trauma e quando soubemos dessa segunda vez, eles vieram de imediato, sempre fica um resquício daquilo que passamos, mas ela soube levar tudo e, graças a Deus está sendo uma gestação muito tranquila, sossegada. Ela [Maria Laura] está bem, tem 44 centímetros, vai ser comprida!”, fala.

E o casal continua na fila de adoção. Daniel conta que na última semana receberam o contato, mas a adoção não deu certo. Desta vez. Mas, a intenção é que Maria Laura ganhe um irmãozinho ou irmãzinha em breve. “Continuamos na fila e vamos adotar sim”, diz.

Enquanto a ansiedade toma conta para conhecer a filha, em quadra, o técnico dá duro e tira o melhor do JEC/Krona. Ainda sem uma expectativa de quando as competições começam apesar de ter um calendário pré-estabelecido, o Tricolor está há quase 60 dias se preparando para a temporada.

Nos treinos, além dos ajustes, a motivação para os atletas, que sequer sabem quando o gostinho da competição voltará. Apesar disso, o técnico ressalta que as lições do ano passado serviram para basear o planejamento nesta temporada. “É um misto de reviver o ano passado com a aplicação de algumas coisas que aprendemos com relação a planejamento, como lidar com a ansiedade e frustração. Conseguimos diminuir a carga de trabalho, mas sabemos que os atletas perdem um pouco a motivação só com treinos, é natural”, fala.

A manutenção do elenco colocou o JEC/Krona bem à frente na estruturação de jogo e de planejamento e conhecendo seus atletas, Daniel trabalha para levantar o ânimo dos jogadores. “O atleta é movido, tem uma carga de energia e de questões emocionais que descarrega no jogo. Ele treina para jogar e isso nunca chega. O atleta vive disso, até de comprovação de si mesmo. É difícil para eles, mas nós vamos ajustando”, conta.

A preparação em quadra, garante o comandante tricolor, está muito “adiantada”. Além dos quase dois meses de trabalho, os erros do ano passado foram devidamente estudados e estão sendo rigorosamente corrigidos nos treinos. “Pecamos um pouco nas bolas paradas, eu foquei muito em uma defesa agressiva e posse de bola, o que tomou muito tempo. Tínhamos uma bola parada estruturada, mas não dávamos muita importância e não mantivemos o legado do Vander”, avalia.

Além da bola parada, outra mudança que o torcedor deve sentir é com relação ao goleiro linha que tem sido exaustivamente testado nos treinamentos. “Temos uma discussão interna e estamos com consistência e consciência do que fazer”, diz. Renatinho e Igor Carioca pela esquerda, e Caio e Xuxa pela direita devem ser os incumbidos da missão de vestir a camisa do goleiro linha nesta temporada.

Os líderes já estão definidos. Willian, Xuxa e Genaro devem revezar a faixa de capitão e cada um com uma característica. O “paredão” está há anos no clube, desde as categorias de base e “vem mostrando maturidade de liderança muito grande”. O eterno capitão do ano mágico, Xuxa, é “um líder nato, que domina mesmo, está cada vez melhor”. O pivô artilheiro Genaro é “uma liderança prática, que realiza as ações com força e eficiência”. Além deles, Daniel destaca a liderança de grupo de Caio e Dieguinho que, para ele, tem sido fundamental na evolução dos jovens. “O Dieguinho tem essa empatia, cativa, transforma os meninos”, ressalta.

Daniel Jr. vai para a segunda temporada como técnico principal do Tricolor das quadras – Foto: Arquivo/Juliano Schmidt/JEC/KronaDaniel Jr. vai para a segunda temporada como técnico principal do Tricolor das quadras – Foto: Arquivo/Juliano Schmidt/JEC/Krona

A união e entrosamento da equipe são apenas algumas das armas do JEC/Krona, que deve ser mais ofensivo nesta temporada, com a chegada de Daniel, um fixo que chega mais ao ataque, assim como a consolidação de Andrei, em seu segundo ano no profissional.

“Teremos mais ofensividade, ainda mais posse de bola, um time mais forte fisicamente. Teremos um jogo mais completo com a bola parada, que está sendo muito bem trabalhada, assim como a transição, além da defesa, já muito forte”, explica.

Apesar disso, a bola precisa rolar para valer, ressalta o técnico, afinal, é com os jogos que os ajustes podem ser testados. “Toda evolução de uma equipe depende do jogo, precisamos saber o que os adversários farão para ir ajustando. Nosso time está ficando mais completo, estamos mexendo e deixando outras partes do jogo mais sólidas”, analisa.

Para Daniel, a defesa forte, mais ofensividade e a manutenção da posse de bola são os pontos fortes da equipe e o que ainda será melhorado? O ataque do goleiro linha e o jogo dos goleiros, mais adiantados. Em 2020, Willian e Dennis pegaram “gosto” por além de evitar, fazer gols e essa deve ser uma característica dos goleiros tricolores, jogos mais adiantados.

Em quadra, os sonhos da Liga Nacional, Taça Brasil e Estadual. “Temos plenas condições de chegar em todas as competições. Muitas vezes vira clichê, mas eu vejo o time muito mais centrado, sabemos como chegar às vitórias, o porquê perdemos e vencemos, conheço muito mais os meninos. Eu vejo que o time está mais sólido”, fala.

Trabalho em quadra e ansiedade fora dela. A maior conquista de Daniel é Maria Clara e não poderia ser diferente. “O desejo de aumentar a família já vem de muito tempo, o melhor presente é o nascimento dela”, finaliza.

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