Drika Evarini

adrieli.evarini@ndmais.com.br Opinião, novidades, contratações e bastidores do esporte joinvilense e muito mais. Apaixonada por futebol, basquete, futsal e tudo que envolve o mundo do esporte, está sempre atenta a tudo que acontece dentro e fora dos campos e das quadras.


Sem ginásios: mais uma vez, o JEC Futsal está ‘sem casa’

Maior cidade de Santa Catarina, Joinville não tem um ginásio público sequer com estrutura suficiente para receber competições 

A segunda fase do Campeonato Catarinense começa nesta sexta-feira (17) para o JEC Futsal, que enfrenta o Tubarão, no Sul do Estado, às 18h.  “Sorte” do Tricolor, que está sem ter onde mandar seus jogos. Por que? Porque Joinville, a maior cidade de Santa Catarina, não tem sequer um ginásio público com estrutura para receber um de seus maiores representantes em competições esportivas.

Sem o Centreventos Cau Hansen, JEC Futsal mais uma vez vive o problema de não ter ginásio em Joinville – Foto: Juliano Schmidt/JEC/Krona/Sem o Centreventos Cau Hansen, JEC Futsal mais uma vez vive o problema de não ter ginásio em Joinville – Foto: Juliano Schmidt/JEC/Krona/

A casa do JEC Futsal é uma das melhores em estrutura no país, mas não é bem uma casa. O Centreventos Cau Hansen já foi palco de várias conquistas do Tricolor das quadras, foi com ele lotado que a tão sonhada Liga Nacional foi conquistada, mas ele não é um ginásio esportivo. É um Centro de Eventos e, como tal, abriga outras coisas além do esporte, como o Festival de Dança.

E é justamente por isso que até o fim de outubro, o JEC Futsal está “sem casa”. E, assim, não tem onde mandar seus jogos. O Abel Schulz sequer obedece às medidas oficiais e não tem estrutura para receber jogos do porte do Estadual e, menos ainda, da Liga Nacional. O tradicional Ivan Rodrigues, coitado, está jogado às traças há anos e, recentemente, houve a indicação de que em 2022, finalmente, entrará no orçamento para reforma.

Qual outro ginásio joinvilense resta? Nenhum. A cidade não tem estrutura para disputas esportivas de grande porte, menos ainda para as profissionais de alto rendimento. Todo ano o JEC Futsal passa pelo mesmo problema e precisa pagar para jogar. O SESC costuma ser a opção. Privado e pago, mas a diretoria desembolsa recurso para o time entrar em quadra. Neste ano, o espaço está em reforma.

Há, ainda, um ponto a mais. O Estado liberou a volta da torcida aos ginásios e, em Joinville, por conta da matriz de risco, 20% da capacidade total será liberada, o que exige que o espaço tenha estrutura adequada para receber os jogos, o evento, a torcida.

O JEC Futsal vai resolver a situação, vai pagar para jogar em um dos ginásios privados da cidade e vai continuar honrando o nome Joinville. O que resta é a cidade dar a contrapartida. Não é difícil perceber que o JEC Futsal é um dos principais representantes da cidade, leva e eleva o nome de Joinville. O time é um dos principais não só do Brasil, mas do mundo e sequer tem um ginásio a altura para jogar.

Explorar a imagem sólida e séria que o time tem precisa ter, ao menos, retorno por parte do poder público e, embora seja a prefeitura que “cede” o Centreventos, passou da hora de a mesma prefeitura entender que, primeiro, o Centreventos não é um centro esportivo, segundo, que a cidade precisa e merece de um ginásio que vá ao encontro da força do esporte joinvilense.

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