Drika Evarini

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‘Vamos com todas as forças para estragar as pretensões do JEC’, fala Leco

Aurinegro vive situação delicada na Liga Nacional, mas tem chance de conquistar a Copa do Brasil

A volta do fixo Leco ao Jaraguá Futsal está longe de ser o que o torcedor aurinegro esperava. Em situação delicada na Liga Nacional, com chances reais de ficar fora dos playoffs pelo segundo ano consecutivo, o Jaraguá Futsal repatriou um de seus ídolos e montou uma equipe que, esperava-se, fizesse uma campanha regular na maior competição do futsal nacional.

Leco deixou o JEC e voltou ao Jaraguá nesta temporada – Foto: Paulinho Sauer/DivulgaçãoLeco deixou o JEC e voltou ao Jaraguá nesta temporada – Foto: Paulinho Sauer/Divulgação

No entanto, o time de Jaraguá do Sul sequer depende só de si para conseguir avançar na Liga e Leco admitiu que o elenco sabe que, nesta temporada, o time tem “dois tiros para acertar um”. Quais são os dois tiros? Copa do Brasil e Estadual. A Liga Nacional parece fora dos planos da equipe, que depende de resultados dos adversários para ir aos playoffs.

A transferência de Leco para o Jaraguá marca a volta do ídolo ao time “de origem” depois de uma década no maior rival. No JEC Futsal, o camisa 8 fez história, empilhou conquistas e fez o que poucos conseguem: se tornou ídolo em rivais históricos.

“Eu sabia dos desafios que iria enfrentar quando tomei a decisão. Queria fazer parte da reestruturação da equipe. Na Liga estamos aquém do que esperávamos. Não pensávamos que seria uma campanha tão irregular, mas estamos em uma semifinal de uma grande competição. A temporada em si não acabou e estamos vivos em todas as competições, Estamos encarando o dia a dia, sabendo da missão maior que é voltar a colocar o Jaraguá no topo das competições, para que o final da temporada seja de orgulho”, resumiu.

Vice-líder do Estadual, Leco “joga” a responsabilidade no ex-clube. “Sem hipocrisia e sendo franco, o Joinville é o grande favorito, mas todos vão fazer frente, ainda mais nesse confronto JEC e Jaraguá, que é um clássico e tudo pode acontecer, a história mostra isso. Temos que lidar com a realidade, mas vamos com todas as nossas forças para estragar as pretensões do JEC”, diz.

Com os pés no chão, Leco admite que a equipe já encara a temporada com dois caminhos. “Nós já encaramos que temos dois tiros para acertar um. Claro que queremos ganhar tudo, o torcedor não pode encarar como abrir mão, mas temos o tiro da Copa do Brasil e do Catarinense para vencer, ao menos, uma das competições”, ressalta.

Na Copa do Brasil, o time é semifinalista e encara o Juventude, do Pará. Na outra semifinal, o Corinthians empatou a primeira partida diante do Ceará. O fixo sabe que o Jaraguá é o favorito nessa semifinal, mas reforça que o time precisa fazer acontecer dentro de quadra.

“Muitos anos que eu vejo esporte e eu não me deixo levar por salto alto porque o esporte vive pregando peças em nós. Dentro de quadra temos que fazer acontecer. Sabemos que podemos encontrar algo que não está no nosso radar e por isso temos que nos preparar ao máximo. Estamos focados para não acontecer nenhuma tragédia no que diz respeito ao resultado”, fala.

Apesar da iminente disputa de título, o sentimento ainda é de frustração, pontua Leco. “Enquanto tivermos chances matemáticas, vamos brigar e aguardar para ver os resultados porque não dependemos só de nós. É uma certa frustração porque não deveríamos estar nessa situação. O Jaraguá fez um investimento dentro da realidade, mas para ter vaga nos playoffs. Por ser um elenco limitado em quantidade, pagamos caro, mas não podemos nos escorar nesse tipo de desculpa somente. A frustração é por achar que poderíamos ter outros resultados se tivéssemos mais gente em quadra ajudando”, analisa.

As chances são limitadas na Liga Nacional e o time precisa contar com tropeços, mas Leco garante que, se o Jaraguá avançar, incomodará e muito. “Vamos lutar até o final e se conseguirmos muita gente vai ficar sem dormir porque tem medo do Jaraguá. Está todo mundo torcendo para cairmos porque não querem nos pegar nos playoffs, é o peso da camisa e da tradição”, finaliza.

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