La Bruja: conheça os molhos de pimentas inspirados em Florianópolis

Com apresentação diferenciada, Luiz Kammers e Giovani Boschi criaram molhos com sabores inusitados como pimenta com limão, butiá, tucupi e caju

Flávio Tin/ND

O mestre pimenteiro Luiz Kammers e designer Giovani Boschi uniram o útil ao saboroso

Dizem pelos quatro cantos que a Ilha de Santa Catarina sempre abrigou bruxas e feitiços. A lenda, que se tornou parte da identidade da cultura local de Florianópolis, serviu de mote para Luiz Kammers, 34, e Giovani Boschi, 28, criarem a marca de molhos de pimenta La Bruja. Feitos artesanalmente, os molhos de tempero trazem produtos naturais e regionais, e exploram os sabores característicos de misturas inusitadas como pimenta com limão, butiá, tucupi e caju. “As histórias antigas de bruxas se cruzam com a história da nossa cidade. Além dessa conexão local, o nome da marca veio também da ideia de que a alquimia e a fermentação, processos pelos quais passam o preparo dos nossos molhos de pimenta, eram processos antigamente atrelados à magia”, explica o mestre pimenteiro florianopolitano Kammers, responsável pelas receitas do La Bruja.

 A ideia de criar as pimentas La Bruja surgiu em 2012, quando Kammers preparou molhos caseiros que fizeram sucesso entre os amigos. Na época, o cozinheiro chegou a testar mais de 30 tipos diferentes de combinações. “Tinha recém retornado de Madri, na Espanha, onde morei durante anos e trabalhei com gastronomia em alguns restaurantes. Estava buscando fazer algo que me agradasse e agradasse também os outros”, conta Luiz. Durante um tempo, o mestre pimenteiro comercializou os molhos que preparava em casa de modo informal entre colegas.

 Foi no início do ano passado que ele se uniu ao amigo designer Giovani para criar oficialmente a marca La Bruja. Formado em design de produto pela UEM (Universidade Estadual de Maringá), Giovani, paranaense radicado na Capital, ficou responsável por fazer a identidade visual e posicionamento da marca. “Procuramos valorizar a produção local aqui de Santa Catarina. Usamos o butiá de Laguna, o limão galego de Florianópolis, a pimenta de Palhoça, entre outros”, observa o designer. Em junho de 2015 o La Bruja foi lançado para o mercado.

Atualmente, a marca tem 55 pontos de venda na Grande Florianópolis, entre restaurantes, empórios e supermercados, além de alguns pontos em cidades do Paraná. Em 2016, o plano é levar o La Bruja para São Paulo. “O Eataly, complexo comercial de alimentos italianos, nos procurou para oferecer as pimentas nos restaurantes deles em São Paulo. Estamos negociando”, adianta Kammers. Além de expandir o mercado para outras regiões do país, a dupla planeja lançar novos molhos de pimenta neste ano, entre eles um produzido com trufa negra. “Serão lotes limitados, inspirados em sabores sazonais. Vamos lançar também um molho de pimenta agridoce, ideal para temperar sobremesas”, antecipa Giovani.

Flávio Tin/ND

A marca tem quatro molhos atualmente: jalapeño e butiá, dedo-de-moça e limão galego, pimenta bode amarela, caju e tucupi, habanero e alho defumado


Para fracos e fortes

Atualmente, a La Bruja tem quatro sabores de molhos de pimenta. O feito com pimenta jalapeño verde e butiá, que é mais aromático e tem picância suave, o produzido com pimenta vermelha dedo-de-moça e limão galego, que é o mais vendido da marca e tem paladar cítrico com picância moderada, o feito com pimenta de bode amarela, caju e tucupi, mais adocicado, e o com pimenta habanero e alho defumado, que traz um sabor marcante e picância forte. “O com pimenta habanero é apenas para os fortes porque é ardido demais”, brinca Kammers, que é apreciador do fruto picante.

“Já o que lançamos recentemente traz um sabor mais envolvente que trabalha com a nossa herança indígena porque é feito de tucupi, que é o suco da mandioca fervido e fermentado”, explica o mestre pimenteiro. No preparo, os molhos do La Bruja precisam de dois meses para curar e fermentar e ficarem ideais para o consumo. Depois, acontecem as etapas de infusão, homogeneização, envase e rotulagem. “O cuidado em cada parte do processo faz a diferença”, conclui Kammers.  

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