Pão & Vinho

Conheça os tipos de vinho, as características de cada um, as maneiras de harmonizar a bebida com as mais variadas refeições.


O sedutor Gin

Bebida que ganhou o mundo a partir da Inglaterra, o Gin hoje está presente em clássicos e numa série drinques desenvolvidos dentro da nova mixologia.

O Gin continua na moda. A onda recente começou há cerca de dez anos na Espanha e em Portugal. Virou febre. Foram abertos bares especializados na bebida e desenvolvidos drinques diferentes, inclusive com o uso de frutas, flores e especiarias. O Gin também chegou forte ao Brasil. Destilado potente e aromático, ele serve de base ou tem participação importante em coquetéis clássicos. Entre eles o Gin Tônica, o Negroni e o Dry Martini.

O gin é produzido a partir da redestilação de álcool neutro de cereais com a infusão de ingredientes vegetais aromáticos, principalmente o zimbro. Podem entrar também coentro, angélica, pimenta-do-reino, cardamomo, alcaçuz, lírio, cascas de laranja e limão e canela, entre outros.

História renovada

A bebida nasceu nos países baixos, no século XVII. Mas a fórmula que mais conhecemos, o London Dry Gin, ganhou o mundo a partir da Inglaterra. Justamente ali, no século XVIII, a bebida adquiriu má fama devido ao elevado consumo e, consequentemente, ao alto índice de alcoolismo.

Hoje a bebida voltou à cena, cercada de glamour. Novas marcas surgem no mercado. Já provei um gin elaborado a partir de um destilado de uvas e não de cereais. É uma renovação.

Alguns drinques com gin são refrescantes e próprios para o verão. O Gin Tônica é um clássico. E a receita é simples.

Numa releitura do preparo, é possível substituir a casca do limão por algumas finíssimas fatias de pepino. Esse coquetel pode ser um delicioso companheiro para as ostras do sul da Ilha de Santa Catarina, que têm o pepino como um de seus descritores aromáticos. Veja a receita:

Gin Tônica com Pepino

Ingredientes:

200 ml de água tônica

50 ml de gin

Três tiras ou seis fatias finas de pepino

Modo de fazer:

Encha um copo balão com cubos de gelo.

Acomode o pepino entre o gelo.

Coloque o gin.

Acrescente a água tônica.

Mexa delicadamente e sirva.

 

O mês dos espumantes

Natal e Réveillon estão chegando. É hora de começar a selecionar os vinhos das festas. Pensar no que se vai comer, para escolher o que se vai beber. Algumas compras, no entanto, dispensam análises prévias. É o caso dos espumantes. Estes são vinhos para todos os momentos. E principalmente para dezembro, o mês das festas, quando as vendas crescem muito. São vinhos deliciosos para escoltar entradas e petiscos. E podem  acompanhar toda uma ceia ou mesa farta de Réveillon.

O Champagne é o grande vinho espumante. Mas os espumantes brasileiros são uma excelente alternativa para as festas. São refrescantes, frutados, tropicais, alguns com mais complexidade. Eles combinam não apenas com os preparos festivos, mas também com a temperatura da estação.

Espumantes brasileiros

A serra gaúcha produz excelentes espumantes. Eles têm qualidade e bom preço. Não vou citar marcas. Mas, em geral, são bastante agradáveis.

A serra catarinense começa a seguir os passos da região gaúcha. Inicialmente elaborados com uvas Cabernet Sauvignon e Merlot, outras variedades passaram a ser utilizadas na produção dos espumantes das altitudes de Santa Catarina. Entre elas a Chardonnay, Pinot Noir, Sangiovese e Vermentino.

Harmonização

Os espumantes podem acompanhar entradas e pratos com pescados e frutos do mar, queijos leves, patês, canapés. Vão bem com carnes brancas de aves, com preparos com cortes suínos e frutas secas. Os espumantes demi-secs ou doces de Moscatel são ótimos com o panetone, o stollen, o strudel e outros doces festivos. Falarei mais sobre espumantes este mês.

Provei um espumante elaborado na serra catarinense. Divido as notas de prova com vocês.

Quinta da Neve Rosé Brut – Quinta da Neve – São Joaquim – SC

Sangiovese, Pinot Noir, Chardonnay. Cor rosa clara. Perlage fino, com boa persistência. Gostosos aromas de frutas vermelhas, morangos, framboesas. Delicado toque floral. Leve no paladar, acidez agradável, boa cremosidade (Decanter).