Você sabia que as ostras de Florianópolis têm reconhecimento nacional?

Florianópolis é responsável por quase 80% da produção nacional e é considerada a Capital Nacional da Ostra

A ostra é produzida em diferentes países do mundo, mas no Brasil quem domina o cultivo é Santa Catarina. O litoral, com mais de 500 quilômetros de extensão, possui inúmeras baías e enseadas que são ambientes propícios para moluscos.

Preparo da ostra à moda do chef – Foto: Yxpia Joaquina Bar/DivulgaçãoPreparo da ostra à moda do chef – Foto: Yxpia Joaquina Bar/Divulgação

Florianópolis é responsável por quase 80% da produção nacional e é considerada a Capital Nacional da Ostra. Há até uma festa específica para ela na cidade: a Festa Nacional da Ostra e da Cultura Açoriana (Fenaostra).

A presença do molusco na capital catarinense é milenar. O Homem do Sambaqui, povo caçador, coletor e pescador que viveu aqui desde, no mínimo, 5.000 A.C., já se alimentava de ostras.

Nos sambaquis, que são os montes de conchas deixados por esses povos, é possível encontrar conchas do molusco. Há vários deles pela ilha.

As ostras de Florianópolis também constam no diário do viajante francês Antoine-Joseph Pernety, que esteve em expedição por aqui por volta de 1760. “Não se comem mais gordas e melhores em França”, escreveu o francês sobre elas.

A qualidade da produção do molusco aqui no Estado acabou se tornando uma marca. As “Ostras de Santa Catarina” e as “Ostras de Florianópolis” são reconhecidas nacionalmente, fruto de um trabalho que dura mais de 40 anos.

O cultivo no Estado foi auxiliado, a partir dos anos 1980, pelo poder público e por entidades como a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a partir de pesquisas e criação de laboratórios para cultivo e estudo.

De onde vem a fama?

Ostra gratinada – Foto: Yxpia Joaquina Bar/DivulgaçãoOstra gratinada – Foto: Yxpia Joaquina Bar/Divulgação

Essa fama toda tem uma razão de ser. Santa Catarina é o único Estado produtor que faz análises rigorosas da qualidade dos moluscos.

Eles passam por observações sensoriais, verificação de indicadores de frescor e exames em laboratório, que verificam a qualidade da água e, consequentemente, das ostras, bem como a presença de toxinas nocivas e parasitas.

O procedimento é necessário para que elas recebam os selos de inspeção municipal, estadual e federal.

Além disso, cada produtor precisa contratar um laboratório próprio para confrontar as análises feitas pelo município ou pelo Estado.

Principais locais de cultivo

O lugar mais propício para criação de ostras é em baías, por causa do encontro da água do mar com a água doce. Em Florianópolis, os bairros Santo Antônio de Lisboa e Sambaqui, aos arredores da baía Norte, e o bairro de Ribeirão da Ilha, ao redor da baía Sul da ilha, são famosos pelo cultivo do molusco.

Alguns restaurantes da região possuem sua própria fazenda marinha e são famosos por conta disso. No Ribeirão da Ilha há, inclusive, uma rota chamada Caminho das Ostras. Trata-se da Rodovia Baldicero Filomeno, com dezenas de opções de restaurantes espalhados pelos 20 quilômetros de extensão.

Se a variedade de restaurantes é grande, maior ainda é a de pratos. É possível experimentar ostra in natura, ao bafo, gratinada, com vinagrete, com mel, limão e cachaça, em risoto, no pastelzinho, no espetinho e quantas outras formas a criatividade dos bares e restaurantes permitir. O jeito é degustar para ver qual mais lhe agrada.

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