Conteúdo por Gazeta Esportiva

Ginástica brasileira tem ano marcado por muito trabalho e resiliência

Temporada que (não) passou foi de muitos desafios também na ginástica brasileira que luta para voltar aos Jogos Olímpicos

O ano de 2020, marcado pela pandemia do coronavírus, foi de muitos desafios para a Confederação Brasileira de Ginástica.

Em janeiro, quando ainda não havia o surto de covid-19 no mundo, a entidade enviou a seleção masculina juvenil à Junior International Team Cup, realizada em Houston, nos Estados Unidos. A ideia era preparar os atletas para o Campeonato Pan-Americano da categoria.

A seleção brasileira feminina de ginástica artística ficou de fora da última edição dos Jogos Olímpicos e está em processo de retorno para a edição de Tóquio (JAP) que ainda é incerta – Foto: Reprodução/InstagramA seleção brasileira feminina de ginástica artística ficou de fora da última edição dos Jogos Olímpicos e está em processo de retorno para a edição de Tóquio (JAP) que ainda é incerta – Foto: Reprodução/Instagram

Poucos dias depois, a CBG e o Comitê Olímpico do Brasil (COB) realizaram o maior camping de treinamento da história da Ginástica Artística Masculina, reunindo 22 atletas e 13 treinadores no CT Time Brasil. A ação incluiu treinadores mais novos e outros que estão mais distantes dos grandes centros, contribuindo para elevar o padrão das práticas em nível nacional.

No começo de fevereiro, a Seleção Brasileira de conjunto de Ginástica Rítmica disputou o Grand Prix de Moscou. Na capital russa, o Brasil conseguiu sua maior nota no ciclo olímpico na série de cinco bolas (26,400). Depois, na prova mista (três arcos e dois pares de maças), as brasileiras conseguiram 26,150, novamente registrando sua mais alta nota no período. Com a soma 52,500, o Brasil terminou sua participação na quinta colocação. Nas finais por aparelhos, a equipe nacional ficou em sexto lugar na prova das cinco bolas e em quinto na série mista.

Segundo a presidente da CBG, Luciene Resende, a rápida adaptação da entidade ao cenário da pandemia, com respostas criativas, e a capacidade de organização da entidade foram determinantes para reduzir danos e criar condições para que se espere um grande 2021.

“Os resultados das primeiras competições de 2020 anunciavam que teríamos uma bela temporada, na esteira do muito positivo ano de 2019. Infelizmente, a pandemia interrompeu, ou melhor, adiou a colheita desses resultados, que são fruto de muito trabalho bem planejado, estruturado e consistente. Se nos vimos impossibilitados de colher, continuamos semeando. Apostamos alto em treinamentos online, cursos e estudos virtuais, chamando a atenção de outras confederações e até de treinadores estrangeiros. Aos poucos, fomos recuperando a forma de nossos atletas, o que nos dá condições de contar com um ótimo 2021, mesmo que ainda permeado por algumas dificuldades. Obtivemos medalhas olímpicas desde 2012 e acredito que em Tóquio não será diferente”, diz a dirigente.

“Estamos aprimorando constantemente nosso Programa de Ética e Integridade, realizando diversas ações para abastecer a comunidade gímnica de informações. Além disso, reforçamos nossa presença na mídia com os vídeos do Fora da Série. Orgulhamo-nos também dos Centros de Excelência CAIXA Jovem Promessa da Ginástica, que se desdobraram para manter as crianças e adolescentes em atividade ao longo de todo o ano. Por fim, realizamos a segunda edição do Estágio Nacional de Treinamento da Ginástica Rítmica, em um exemplo de que continuamos assentando nosso futuro sobre bases sólidas. Quero agradecer a todos os nossos parceiros, sem os quais não poderíamos ter feito tanto, e tão bem: Caixa Econômica Federal, Comitê Olímpico do Brasil, Ministério da Cidadania, Secretaria Especial do Esporte, presidentes das federações e a toda a comunidade gímnica”, conclui Luciene.

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