Juros fecham em baixa com melhora do apetite ao risco no exterior e câmbio

Os juros futuros terminaram a sessão regular desta quarta-feira, 12, em queda firme nos prazos intermediários e longos, enquanto a ponta curta fechou com viés de baixa, com os investidores no aguardo do comunicado da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) logo mais. É amplamente esperada a manutenção da Selic em 6,50%, e a expectativa é de que o texto reforce essa aposta também para as próximas reuniões.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019, o primeiro a vencer após a reunião do Copom nesta noite, fechou em 6,402%, de 6,404% no ajuste anterior. A taxa do DI para janeiro de 2020 passou de 6,741% para 6,720%. A taxa do DI para janeiro de 2021 terminou na mínima de 7,75%, de 7,813% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2023 caiu de 9,213% para 9,08%. O DI para janeiro de 2025 fechou com taxa de 9,68%, de 9,832%. O dólar à vista caía 1,52%, aos R$ 3,8547.

As demais taxas estiveram em baixa durante todo o dia, alinhadas ao apetite pelo risco no exterior e recuo do dólar tanto em relação a moedas fortes quanto emergentes. Declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que pode intervir no caso da prisão da executiva chinesa da empresa de telecomunicações Huawei e de que não elevará tarifas de importações à China até que se tenha certeza de um acordo comercial com o país, trouxeram alívio nas tensões.

Também parece ter alívio a situação da primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, cujo cargo parece agora menos ameaçado. Nesta quarta-feira, o Parlamento vota sobre a confiança na primeira-ministra e a maior parte da imprensa local dá como o mais provável ela passar por este teste, que definirá seu futuro e também o do país.

Por outro lado, a situação da França segue sendo monitorada, após o presidente francês, Emmanuel Macron, ter anunciado aumento no salário mínimo e outras medidas para tentar conter manifestações que ocorrem contra seu governo há semanas. Há preocupação de que, com as medidas, o país rompa o limite de déficit de 3% do PIB da União Europeia.

Nos demais ativos, o Ibovespa subia 0,96%, aos 87.290,18 pontos, com ganhos amparados nas ações ligadas a commodities principalmente. Petrobras PN (+1,20%) e Petrobrás ON (+1,29%) se beneficiavam do avanço do petróleo. Nesta tarde, os contratos de Credit Swap Default (CDS) de cinco anos do Brasil recuavam 3,4%, abaixo dos 200 pontos-base, o que não ocorria desde 7 de novembro, aos 199 pontos.

(Denise Abarca, São Paulo)

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