Juros longos fecham de lado após investidor reduzir apetite ao risco

Os juros futuros de longo prazo reduziram a queda nesta terça-feira, 11, alinhados à desaceleração do ritmo de perdas do dólar e à piora de humor no exterior, e fecharam a sessão regular perto dos ajustes da segunda-feira, 10. As taxas de curto prazo, por sua vez, passaram o dia todo oscilando com viés de baixa refletindo o compasso de espera pela decisão do Copom na quarta-feira, 12.

Dado o consenso de que a Selic será mantida em 6,50%, a grande expectativa é pelo comunicado da decisão, que, na avaliação dos analistas, deve vir “dovish” (mais leve), considerando a melhora na inflação corrente e nas projeções futuras desde o encontro de outubro.

Mais uma vez, a sessão teve liquidez fraca. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 fechou em 6,740%, de 6,761% no ajuste anterior, e a de janeiro de 2021 passou de 7,823%%, para 7,81%. A taxa do DI para janeiro de 2023 fechou em 9,21%, de 9,223% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2025 terminou em 9,83%, de 9,822%.

A etapa vespertina foi marcada pela redução global de apetite pelo risco, em meio aos desdobramentos da falta de acordo para a votação do Brexit e ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de paralisar o governo, caso o orçamento não contemple muro na fronteira com o México.

Além disso, a perspectiva de evolução no diálogo do país com a China na questão comercial, que animava os mercados mais cedo, foi ofuscada à tarde pela informação de que a administração de Trump prepara uma série de ações nesta semana para criticar Pequim pelo que considera ser os esforços contínuos para roubar segredos comerciais e tecnologias avançadas dos EUA.

No Reino Unido, um dia depois da primeira-ministra, Theresa May, ter anunciado que suspenderia a votação pelo Parlamento do acordo do Brexit, fechado com os líderes do bloco, fontes apontam que May deve sofrer um voto de confiança no Parlamento à medida que o Partido Conservador conseguiu alcançar 48 votos necessários para avançar com a moção.

Segundo porta-voz da primeira-ministra, James Slack o governo pretende realizar uma votação no Parlamento sobre seu acordo para o Brexit até 21 de janeiro.

O dólar à vista se afastava das máximas acima de R$ 3,92, negociado em R$ 3,9191 (-0,08%) às 16h33.

(Denise Abarca, São Paulo)

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