Mais de 750 mil pessoas vivem abaixo da linha da pobreza em SC

Dados foram divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (3); segundo as Nações Unidas, as pessoas consideradas como pobres vivem com até R$ 450 mensais, e as abaixo da pobreza extrema, com até R$ 155

Cerca de 8,5% da população de Santa Catarina vive abaixo da linha de pobreza e 1,9% vive abaixo da linha da extrema pobreza. Os percentuais equivalem a cerca de 615 mil catarinenses e 137,5 mil, respectivamente, ou seja, um terço do dado nacional, que é de 24,1%. Somadas, são mais de 752,5 mil pessoas. As informações mostram a situação do Brasil em 2020 e foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (3).

Cerca de 8,5% dos catarinenses vivem abaixo da linha da pobreza – Foto: Divulgação/NDCerca de 8,5% dos catarinenses vivem abaixo da linha da pobreza – Foto: Divulgação/ND

A proporção no Estado equivale a 1 em cada 12 catarinenses. No Brasil, equivale a 1 em cada 4 brasileiros. O Estado apresenta a melhor distribuição de renda do país, e também o menor percentual de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza.

O Estado tinha no último ano da pesquisa 572,1 mil pessoas abaixo da linha da pobreza, tendo aumentado 43,2 mil a mais neste ano. Cerca de 126,8 mil pessoas viviam na extrema pobreza em 2019, tendo aumentado em 10,7 mil no último ano.

Dados gerais da extrema pobreza no Brasil

Segundo a SIS (Síntese dos Indicadores Sociais), 51 milhões de pessoas vivem atualmente abaixo da linha da pobreza no país. Para o órgão, em relação a 2019, a extrema pobreza no Brasil teve uma redução. As diferenças regionais ditaram o comportamento do indicador.

“A proporção de pessoas em extrema pobreza caiu nas Regiões Norte e Nordeste, aumentou na Região Sul e se manteve estável nas Regiões Sudeste e Centro-Oeste”, pondera o balanço realizado pelo IBGE.

O IBGE considerou que o indicador poderia ser ainda maior, principalmente durante a pandemia de Covid-19, não fossem pelos benefícios sociais emergenciais que foram concedidos pelo governo federal durante a pandemia.

Em maio do último ano, 38,6% da população recebia os benefícios, segundo a pesquisa. Em julho, o número já estava em 44,1%. Em nível nacional, dividindo pelas unidades federativas, o Maranhão se destacou com 14,4% da população em situação de extrema pobreza. Na sequência do IBGE, está o Amazonas, com 12,5% e depois Alagoas e Pernambuco, com 11,8%.

Proporção de pessoas com rendimento domiciliar per capita abaixo de US$ 1,90 PPC, segundo as Unidades da Federação em 2020 – Foto: IBGE/Divulgação/NDProporção de pessoas com rendimento domiciliar per capita abaixo de US$ 1,90 PPC, segundo as Unidades da Federação em 2020 – Foto: IBGE/Divulgação/ND

Atualmente, é considerado como pobre quem vive abaixo da linha da pobreza com até R$ 450 mensais por pessoa em 2020, segundo os critérios do ODS (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável) nas Nações Unidas, recomendado pelo Banco Mundial. Já na linha da pobreza extrema se encaixam as pessoas que vivem com até R$ 155 mensais, segundo os órgãos.

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