Alargamento da faixa de areia de BC faz ecossistema ‘perdido’ ressurgir; entenda

Movimentação da areia fez com que organismos parem na superfície e sirvam de alimento para camarões, crustáceos e peixes

Faltando poucos dias para a entrega da megaobra de alargamento da faixa de areia de Balneário Camboriú, no litoral norte de Santa Catarina, os visitantes já começaram a colocar a “Dubai brasileira” na lista de roteiros para as próximas viagens.

Obra deve ser entregue em novembro – Foto: Reprodução/Prefeitura de BCObra deve ser entregue em novembro – Foto: Reprodução/Prefeitura de BC

De acordo com o município, a obra de proteção ambiental vai permitir, além da proteção da orla contra o avanço da maré, a criação de um espaço privilegiado para os moradores e visitantes. A obra que teve início em 22 de agosto de 2021 é considerada uma das maiores já feitas na América Latina.

Durante a obra, houve uma mudança no conjunto de seres vivos, flora e fauna que habitam a região. Isso aconteceu pois a draga Galileo Galilei, uma das mais modernas dragas em operação no mundo, está retirando a areia do fundo do mar e levando para a faixa de areia.

A cada ciclo da draga cerca de 11 mil metros cúbicos de areia são impulsionados para a praia, onde profissionais e máquinas fazem o trabalho de espalhar a areia ao longo de 5,8 km da faixa de areia.

Obra deve ampliar a faixa de areia de 25 para 75 metros – Foto: Reprodução/Prefeitura de BCObra deve ampliar a faixa de areia de 25 para 75 metros – Foto: Reprodução/Prefeitura de BC

De acordo com a secretária de Meio Ambiente de Balneário Camboriú, Maria Heloisa Furtado, como a areia do fundo do mar está sendo agitada, organismos estão indo para a superfície para que camarões, crustáceos e peixes menores possam se alimentar. Com esse aumento de animais na superfície, o aparecimento de tubarões foi registrado.

Ainda de acordo com a secretária, com a obra a área de descanso das aves migratórias será aumentada.

Para o professor do curso de Oceanografia da Univali, José Gustavo Natorf de Abreu, que há mais de 20 anos acompanha e monitora a enseada de Balneário Camboriú “a obra está colocando a disposição alimentos e nutrientes para a cadeia alimentar, mas isso é pontual. Deve-se pensar que essa obra irá acabar, essa disponibilidade de alimento não vai continuar e o aparecimento de organismos maiores, como tubarões, talvez, deve reduzir”.

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