Almir Esmeraldino e outros três comissionados são exonerados da SCPar Porto de SFS

Almir é tio de Lucas Esmeraldino, que até semana passada fazia parte do primeiro escalão do governo do Estado e o havia indicado para o Porto de São Francisco do Sul

Após uma série de denúncias contra a SCPar trazidas à tona pelo Grupo ND, mais quatro funcionários da SCPar Porto São Francisco do Sul foram exonerados a partir desta terça-feira (2).

São eles: Almir Esmeraldino, gerente de Finanças, indicado pelo sobrinho, o então secretário de Desenvolvimento Econômico, Lucas Esmeraldino (PSL); Michele Sandra Sanches, assessora da diretoria de Administração e Finanças; Renato Cortez de Freitas, gerente de Infraestrutura; e Eduardo Evaristo Correa, gerente de Licitações e Suprimentos.

Os três gerentes e a assessora da diretoria foram nomeados nos respectivos cargos comissionados em fevereiro deste ano com salários entre 7.470,00 e 9.772,00.

Para justificar as demissões, a SCPar Porto de São Francisco do Sul se restringiu a afirmar que “são cargos em comissão livres de nomeação e exoneração.”

Entretanto, sobre Almir Esmeraldino, já se tem conhecimento que é parente de Lucas Esmeraldino, que até dia 27 de maio deste ano fazia parte do primeiro escalão do governo de Carlos Moisés (PSL). Almir poderia ter sua atuação contestada no Porto por eventuais falhas administrativas ou, no mínimo, conflito de interesses.

Lucas Esmeraldino indicou nomes para cargos, como o de Almir, seu tio, e que estão envolvidos em casos polêmicos  – Foto: Maurício Vieira/Secom/NDLucas Esmeraldino indicou nomes para cargos, como o de Almir, seu tio, e que estão envolvidos em casos polêmicos  – Foto: Maurício Vieira/Secom/ND

Lucas Esmeraldino anunciou, dia 24 de maio, que iria assumir Secretaria de Articulação Nacional.

Avalanche de exonerações

Amir, Michele, Renato e Eduardo se juntam à Aline Fernanda Hasse, exonerada da Assessoria de Comunicação no último dia 26 de maio. Aline, que também havia sido indicação política, atuava como assessora de comunicação do Porto de São Francisco do Sul sem formação acadêmica.

Quatro dias antes da demissão de Aline, os três diretores, incluindo o diretor-presidente, da SCPar Porto de São Francisco do Sul deixaram seus cargos. Novas exonerações devem ocorrer nos próximos dias.

Além das denúncias de contratos sem licitação com suspeita de superfaturamento, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) emitiu documento um dia antes sugerindo o afastamento de Diego Machado Enke, então diretor-presidente. Como revelou o Grupo ND, Enke não poderia ter ocupado o cargo de presidente do Porto já que sua nomeação feriu a Lei Federal 13.303/2016.

Diego foi coordenador geral do Partido Social Liberal (PSL) na região Norte do Estado, em 2018, e atuou na campanha eleitoral do governador Carlos Moisés, o que vedaria sua nomeação.

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