Estudo da Fiesc identifica 15 trechos críticos em 17 rodovias estaduais de SC

Engenheiro analisou, entre os meses de maio e junho, cerca de 1.265 km de rodovia que cortam o Oeste do Estado e que são estratégicos para o setor produtivo

A Fiesc (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina) apresentou nesta quarta-feira (7) os resultados de um estudo encomendado pela entidade que analisou a situação de 17 rodovias estaduais, localizadas no Oeste, Meio-Oeste e Extremo Oeste. Foram identificados 15 trechos críticos que necessitam de intervenção urgente.

Trecho da SC-283, uma das rodovias estaduais analisadas pela entidade – Foto: Fiesc/Divulgação/NDTrecho da SC-283, uma das rodovias estaduais analisadas pela entidade – Foto: Fiesc/Divulgação/ND

Os resultados foram expostos virtualmente junto a Câmara de Transporte e Logística e ao Conselho Estratégico de Infraestrutura de Transporte da Fiesc. A cerimônia contou com a presença de Thiago Vieira, secretário da SIE (Secretaria de Infraestrutura e Mobilidade), a deputada federal Ângela Amin (PP) e representantes da Arteris Litoral Sul.

A análise dos cerca de 1.265 km foi feita entre os meses de maio e junho pelo engenheiro civil da Fiesc, Ricardo Saporiti, especialista em rodovias. Ele detalhou a situação das rodovias alvos do estudos – 155, 480, 305, 160, 161, 163, 386, 283, 154, 350, 135, 150, 355, 465, 464, 452 e 120. Elas foram escolhidas por serem estratégicas para o setor produtivo.

“São regiões com grande pujança econômica, mas as condições da infraestrutura são um desafio. É oportuno apresentarmos essa análise das rodovias estaduais, mas há problemas conhecidos de todos também em BRs como a 282, 163 e 158. Enfim, as rodovias que cortam essas regiões têm problemas com a qualidade do pavimento e com o excesso de tráfego”, afirmou o presidente da entidade, Mario Cezar de Aguiar.

Condições precárias

O estudo mostra que em muitos trechos a qualidade da manutenção e as intervenções paliativas, como as operações tapa-buracos, já não atendem às necessidades de preservação das estradas. Elas precisam de investimentos mais robustos – especialmente nas restaurações de pavimento e a realização de obras de artes especiais.

O documento final é ilustrado com uma série de fotos das rodovias. Há trechos com pavimento trincado, desagregado, pista com afundamento e recalque, buracos, deslocamento de microrrevestimento no asfalto, entre outros problemas.

Há muitos segmentos que precisam de reforço de base, fresagem da capa asfáltica, microrrevestimento, recuperação de obras de artes especiais (como pontes, por exemplo) e melhora na sinalização. “É uma radiografia da situação precária das rodovias estaduais, que são um patrimônio de Santa Catarina, mas precisamos de planejamento e recursos para manutenção sob pena de perdermos esse investimento todo já feito”, disse Aguiar

O estudo completo pode ser conferido neste link. A análise traz ainda um recorte dos trechos onde a situação é mais crítica e demanda uma ação urgente.

Trechos mais críticos

  • SC- 283: Segmentos Concórdia/ Arabutã/ Seara/ Arvoredo/ Chapecó
  • SC- 283: Segmento Águas da Prata/ Palmitos/ Caibi/ Riqueza
  • SC- 305: Segmento Campo- Erê/ São Lourenço do Oeste
  • SC- 155: Segmento Xavantina/ Seara
  • SC- 155: Segmento de Abelardo Luz/ Divisa com o PR
  • SC- 480: Segmento do Contorno de Xanxerê e até Bom Jesus
  • SC- 161: Segmento de Anchieta/ Palma Sola/ Divisa PR
  • SC- 160: Segmento Bom Jesus do Oeste/ Serra Alta/ Modelo/ BR-282
  • SC- 163: Segmento Descanso/ Iporã do Oeste (necessitando 3ª faixa)
  • SC- 452: Segmento Monte Carlo/ Liberata
  • SC- 120: Segmento Lebon Régis/ Marombas/ Curitibanos
  • SC- 350: Segmentos Santa Cecília/ Lebon Régis e Caçador/ Taquara Verde/ BR-153/SC
  • SC- 135: Segmento São Miguel da Serra/ Matos Costa/ Calmon/ Caçador
  • SC- 465: Segmento Macieira/ Rodovia SC-350 (Taquara Verde)
  • SC- 150: Segmento Herciliópolis (BR-153) / Água Doce

Contorno Viário

O superintendente de Engenharia da Arteris Litoral Sul, Marcelo Módolo também participou da cerimônia. Ele apresentou a situação do Contorno Viário, a execução da terceira-faixa em Palhoça, e a ponte norte sobre o rio Balneário Camboriú, entregue no final de junho, no Litoral Norte.

A Arteris também realiza no momento as obras de construção da ponte sobre o rio Camboriú Sul (marginal sul), também em Balneário Camboriú, previstas para terminar em julho de 2022.

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Infraestrutura

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