Cacau Menezes

Apaixonado pela sua cidade, por Santa Catarina, pelo seu país e pela sua profissão. São 45 anos, sete dias por semana, 24 horas por dia dedicados ao jornalismo


Aqui ainda não é o Rio de Janeiro caras pálidas

Reage Floripa

Não é de hoje – e lá se vão mais de 30 anos – que Floripa vem sendo alertada para não se transformar num Rio de Janeiro. Mas volta e meia esse roteiro macabro, que tem como personagens principais o crime organizado, o tráfico e milícia, volta a nos assombrar. Nesta semana, repetimos o filme que os cariocas viram nos anos 80/90, com a tomada dos morros e maciços sob o patrocínio de um tal “socialismo moreno”, que se associou ao jogo do bicho, depois ao tráfico e que é o pai das milícias que surgiram anos depois como contraponto a “organizações” como o Comando Vermelho – e acabaram sendo tão ou pior que elas. Agora, aos fatos: na semana passada a Prefeitura fez a demolição de barracos que ainda estavam em construção numa área de Preservação Permanente na Caiera do Saco dos Limões, lugar que não por coincidência é chamado de Ocupação Marielle Franco – ou seja, é Rio de Janeiro mesmo. Pois ontem nas redes sociais movimentos de esquerda publicaram um post comemorando que no fim de semana foram ao mesmo local para reconstruir os barracos. Mas nada é tão ruim que não possa ficar pior: na terça-feira a Defensoria Pública do Estado, por meio do “Núcleo de Habitação e Urbanismo e Direito Agrário” – recém-criado no dia 17 de fevereiro deste ano – fez um Pedido de Informações à Floram a respeito das demolições, em que solicita que até os nomes dos funcionários da Fundação que estiveram no local sejam revelados, num claro gesto de intimidação a servidores públicos que apenas cumpriram o seu papel. Independentemente de qualquer coisa, é preciso ficar claro: Florianópolis tem 67% de suas áreas protegidas; a inclusão de moradia social tem que ser feita nos outros 33% restantes – e ninguém é contra isso. O que não se pode é continuar invadindo APPs, dunas (como nos Ingleses), morros e maciços, locais de risco e promovendo a destruição da natureza. Não vamos permitir a favelização da cidade, nem o crime organizado, nem as milícias. E quanto mais ainda movimentos que usam gente humilde e inocente como massa de manobra para impor suas ideologias. Florianópolis não vai ser um Rio de Janeiro.

– Foto: Marcelo Feble/NDTV– Foto: Marcelo Feble/NDTV

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