Atrasos e cortes: veja como estão as obras de duplicação da BR-280 e o impacto na economia

Prometida há mais de 13 anos, duplicação continua avançando a passos lentos em uma das rodovias mais importantes de Santa Catarina

Quem passa pelo trecho estadualizado da BR-280, em Guaramirim, no Norte de Santa Catarina, convive diariamente com a presença das máquinas que trabalham para concluir as obras de duplicação no local. Só ali, o investimento é de R$ 56 milhões.

Porém, o cenário é outro quando os motoristas avançam para o trecho federal de uma das rodovias mais importantes do Estado, que liga o interior ao litoral.

Obras continuam em atraso no trecho da BR-280 que liga Guaramirim a São Francisco do Sul – Foto: NDTV/ReproduçãoObras continuam em atraso no trecho da BR-280 que liga Guaramirim a São Francisco do Sul – Foto: NDTV/Reprodução

A duplicação da rodovia iniciou em 2014, mas foi prometida há 13 anos pelo governo federal. O corte de repasses é um dos principais motivos para o atraso e a situação ficou ainda pior com o veto do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na Lei Orçamentária anual, que retirou R$ 44 milhões que seriam usados para dar continuidade aos trabalhos.

O Governo do Estado chegou a enviar um projeto para a Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina) para investir R$ 350 milhões do Tesouro Estadual nas rodovias federais, mas ele foi vetado durante a troca de comando do executivo.

Com isso, a promessa se arrasta e continua impactando na economia e no turismo. Durante a temporada, por exemplo, a via se torna intransitável devido ao aumento na circulação dos veículos.

Para o prefeito de São Francisco do Sul, Godofredo Gomes Moreira Filho, se não fosse a lentidão no trânsito, o turismo na cidade poderia receber mais pessoas o ano todo.

“Com a 280 duplicada, sem dúvida nenhuma vamos ter um desenvolvimento natural do município em todos os sentidos. Acredito que, com isso, novas empresas vão se instalar, porque a duplicação também iria facilitar o acesso a BR-101. Já em relação ao turismo, os veranistas poderão vir com mais tranquilidade de uma forma mais rápida. Hoje, se leva três horas para vir de Joinville – há 40 km da cidade – até aqui e isso é um absurdo”, pontua.

A estimativa é de que mais de 25 mil carros passem pela rodovia diariamente. Segundo o presidente da Associação Empresarial de Guaramirim, Adilson Cesar Demathe, além ajudar na economia, a duplicação também trará mais segurança na região.

“É muito importante a duplicação, até por questões de escoamento e também de segurança dos pedestres que usam a rodovia, além do conflito entre caminhões, ônibus e motos, o que faz que ocorram acidentes diariamente em toda essa região”, diz.

Ainda não há prazo de quando a duplicação da via deve ser finalizada – Foto: NDTV/DivulgaçãoAinda não há prazo de quando a duplicação da via deve ser finalizada – Foto: NDTV/Divulgação

Enquanto a duplicação não vem, soluções são estudadas

A rodovia é a principal via de ligação com o Porto de São Francisco do Sul e, consequentemente, de escoamento da produção agrícola e industrial do Estado, além de ser a porta de entrada para os insumos importados que abastece a indústria.

Enquanto o impasse da duplicação não se resolve, o município estuda a possibilidade de implantar um ferry boat para facilitar o acesso até Balneário Barra do Sul, consideradas cidades-irmãs.

“Estamos fazendo o projeto para atracação dessas embarcações e também o acesso no lado de São Francisco do Sul. Serão aproximadamente 6km que nós vamos ter que abrir de estrada e esperamos que, em um curto espaço de tempo, tenhamos essa ligação via ferry boat”, complementa Godofredo.

*Com informações da repórter Dani Lando, da NDTV

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