Moacir Pereira

moacir.pereira@ndmais.com.br Notícias, comentários e análises sobre política, economia, arte e cultura de Santa Catarina com o melhor comentarista politico de Santa Catarina. Fundador do Curso de Jornalismo da UFSC. Integrante da Academia Catarinense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, é autor de 53 livros publicados.


BR-282: a nova Rodovia da Morte de SC

Estatísticas trágicas exigem ações urgentes na principal rodovia da integração catarinense

Mais quatro preciosas vidas humanas foram tragadas pela BR-282, em graves acidentes, no trecho Lages-Florianópolis. As causas certamente virão com a avaliação pericial.   No caso de maior repercussão popular, envolvendo o prematuro falecimento do fundador e vocalista da banda “Garotos de Ouro”,  Airton Machado, as primeiras informações davam conta de que o ônibus que dirigia saiu da pista.  Indagações: a estrada tem defeito no local? Está mal sinalizada? Há necessidade de correção técnica?

Em relação ao acidente de Lages que matou três pessoas, dúvidas:  pavimento defeituoso,  imprudência do motorista, falha mecânica?

Há três meses, a Fiesc lançou o programa “BR-282 mais segura e eficiente”. Estudo do engenheiro Ricardo Saporiti focou o percurso entre Lages e Florianópolis. Entre outras, a revelação de que “a cada dois dias ocorre um acidente grave, por vezes com mortes”.

A Federação sugeriu a construção de terceiras faixas, que vão reduzir drasticamente as estatísticas trágicas. No trecho entre Santo Amaro e Alfredo Wagner ao custo de apenas 46 milhões de reais. Nos 70 km que precisam das terceiras faixas, por 150 milhões.

Na Fiesc, não há informação sobre iniciativas do DNIT ou do governo estadual de enfrentar estas frequentes tragédias. No DNIT, a expectativa é que emendas parlamentares reforcem o orçamento da União.

Mas este processo é demorado.  Os projetos de engenharia precisam ser contratados e exigem tempo. Obra mesmo, segundo os melhores prognósticos, só em 2022.

O diretor do DNIT, Ronaldo Carioni, aguarda a assinatura de convênio com o governo estadual sobre as transferências milionárias para as rodovias federais.  A BR-282, contudo, não está neste pacote.

Quer dizer: a BR-101, conhecida como “a rodovia da morte” ficou muito mais segura e confortável com a duplicação e as concessões.

O fúnebre título ficou com a BR-282.

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