Trabalhadores da Comcap iniciam greve por tempo indeterminado em Florianópolis

Categoria decidiu pela paralisação em assembleia realizada nesta segunda-feira; prefeitura classifica a medida como "ilegal e imoral"

Os trabalhadores da Comcap (Companhia de Melhoramentos da Capital) aprovaram, em assembleia realizada na manhã desta segunda-feira (30), uma greve por tempo indeterminado dos serviços em Florianópolis.

A justificativa para a medida é cobrar o cumprimento do Acordo Coletivo assinado pelo prefeito Gean Loureiro em 2019, que não foi cumprido, de acordo com os funcionários.

A Prefeitura de Florianópolis emitiu uma nota, em que classifica a paralisação como “ilegal e imoral”.

Em assembleia, trabalhadores da Comcap aprovaram greve por tempo indeterminado – Foto: Divulgação/SintrasemEm assembleia, trabalhadores da Comcap aprovaram greve por tempo indeterminado – Foto: Divulgação/Sintrasem

“O prefeito deu o calote nos trabalhadores e não cumpriu o que assinou em 2019: reajuste da inflação de 4,7% e R$2,50 no ticket alimentação”, diz nota divulgada pelo Sintrasem (Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis).

O que diz a prefeitura

Ainda na manhã desta segunda (30), a Prefeitura de Florianópolis emitiu uma nota em que lamenta o posicionamento do sindicato.

“A Prefeitura de Florianópolis lamenta, mais uma vez, a total irresponsabilidade do sindicato dos trabalhadores municipais que promove mais uma greve e prejudica a população de Florianópolis. O pedido de aumento de salário é ilegal”, diz o poder municipal.

Segundo a nota, o acordo que foi assinado em 2019 não previa a pandemia da Covid-19 e a lei complementar federal proíbe estados e municípios de oferecer qualquer tipo de reajuste ou aumento para servidores públicos até 2021.

“Além disso, o aumento está atrelado à Lei de Responsabilidade Fiscal e o município está impossibilitado de promover aumentos na folha de pagamento sob o risco de ultrapassar o limite legal neste ano de 2020, devido à baixa arrecadação”, continua em outro trecho.

O posicionamento da prefeitura classifica ainda a greve como “imoral”, ao levar em consideração a situação econômica da cidade, com desempregos e redução de salários na iniciativa privada.

Orientações à população

Por fim, o município explica quais são as medidas que estão sendo tomadas e explica o que a população deve fazer com o lixo no momento de indefinição:

“A Prefeitura, no momento, trabalha em três frentes paralelas: enquanto inicia os trâmites legais para contratação de empresa privada para manter o recolhimento do lixo, também discute com sindicato o retorno imediato e entra na justiça para decretar a ilegalidade da paralisação.

O município orienta que o usuário deve manter os resíduos sólidos dentro do domicílio até que seja restabelecido o serviço de coleta. “A Lei 113/2003 estabelece obrigatoriedade de depósito temporário interno, onde o lixo deve ficar acondicionado até o horário de coleta”, conclui a nota da Prefeitura de Florianópolis.

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