Conheça a estrutura da UFSC para armazenar vacinas da Pfizer

Ultrafreezers têm capacidade de armazenamento de dois mil litros; parceria entre a universidade e o poder municipal de Florianópolis está fechada

A UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) já tem estrutura adequada para armazenar com segurança as vacinas da Pfizer contra a Covid-19.

Representantes da SMS (Secretaria Municipal de Saúde) fizeram uma visita no campus nesta terça-feira (12) e confirmaram que a universidade já possui cinco ultrafreezers com capacidade de dois mil litros para armazenar as vacinas, que necessitam estar em temperatura inferior a -70ºC, o que é um desafio de logística nacional.

A vacina da Pfizer requer um ambiente de -70°C para conservação – Foto: Anderson Coelho/NDA vacina da Pfizer requer um ambiente de -70°C para conservação – Foto: Anderson Coelho/ND

A parceria entre a UFSC e o poder público municipal foi firmada no dia 8 de janeiro. O prefeito de Florianópolis acompanhou o processo e a visitação. Além de ceder os ultrafreezers, a UFSC também colocou à disposição da Prefeitura um espaço físico no prédio que abriga a Secretaria de Educação a Distância e a TV UFSC para alocar as equipes de investigadores epidemiológicos.

O prefeito Gean Loureiro destacou que a possibilidade de uso dos ultrafreezers da UFSC representa uma “grande contribuição neste momento”, permitindo que Florianópolis seja uma das poucas cidades do Brasil a ter uma estrutura adequada para receber e armazenar também a vacina da Pfizer.

A gerente de Vigilância Epidemiológica, Ana Vidor, disse que a visita tinha o objetivo de conhecer todos os detalhes e informações necessárias para organizar a logística de um eventual uso dos freezers. Ela mencionou que, apenas com os equipamentos da UFSC, é possível armazenar uma quantidade significativa de vacinas. “Com certeza haverá uma parceria importante e extremamente relevante para que Florianópolis possa ampliar o seu leque de vacinas”, afirmou.

Armazenamento da Pfizer

Diferente das vacinas da CoronaVac, AstraZeneca e Johnson & Johnson, que demandam temperaturas de 2° a 8°C, compatíveis com as das vacinas já existentes no Brasil, a Pfizer requer um ambiente de -70°C, o que exige o uso de ultracongeladores, pouco comuns em laboratórios e unidades de saúde dos estados.

A UFSC possui ultracongeladores que são mantidos pelo Lameb (Laboratório Multiusuário de Estudos em Biologia) em uma sala fria dentro da própria Universidade.

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