Das árvores caídas aos telhados destruídos: os impactos do ciclone na Grande Florianópolis

Além da Capital, municípios de Palhoça e São José também registraram destruições causadas pelos fortes ventos esta semana; Biguaçu decretou situação de emergência

O ciclone extratropical que atingiu Santa Catarina na terça-feira (30), deixou estragos em todas as regiões do Estado – do Oeste ao Norte catarinense. Na Grande Florianópolis, os ventos passaram dos 100 km/h e deixaram casas destelhadas, árvores caídas e perdas consideráveis na Capital, Biguaçu, Palhoça e São José.

Na avenida Bocaiúva, no Centro de Florianópolis, uma árvore de grande porte caiu, trancando a passagem dos veículos. – Foto: Anderson Coelho/NDNa avenida Bocaiúva, no Centro de Florianópolis, uma árvore de grande porte caiu, trancando a passagem dos veículos. – Foto: Anderson Coelho/ND

Em Florianópolis, o trabalho de remoção de árvores derrubadas pelo ciclone continuou sendo realizado ao longo de quinta-feira (2) pela Floram. Segundo os dados apurados pela Defesa Civil, aproximadamente 300 árvores foram derrubadas por toda a cidade.

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As rajadas de vento chegaram a 100 km/h em Florianópolis na tarde de terça-feira (30). De acordo com a Celesc (Central Elétrica de Santa Catarina), mais da metade da cidade ficou sem energia elétrica. Até o início da tarde de quinta, mais de 20 mil unidades consumidoras estavam sem luz na Capital. Até as 9h30 desta sexta-feira (3), 18.328 unidades permaneciam nesta condição.

A Prefeitura de Florianópolis, por meio da rede solidária Somar Floripa, iniciou uma campanha emergencial para arrecadação de itens para pessoas atingidas pelo ciclone extratropical. Há necessidade de doação de lonas, telhas onduladas, colchões e cobertas.

Uma casa foi quase completamente destruída pelos ventos no bairro Ratones, em Florianópolis – Foto: Anderson Coelho/NDUma casa foi quase completamente destruída pelos ventos no bairro Ratones, em Florianópolis – Foto: Anderson Coelho/ND

Até a tarde desta quarta-feira (1), foram identificadas em torno de 250 famílias atingidas pelo ciclone na Capital.

Interessados em realizar doações podem entregar na sede da Somar Floripa, localizada na Rua Tenente Silveira, nº 60, 1º andar, no Centro de Florianópolis. O horário de funcionamento é das 9h às 19h, de segunda a sexta-feira.

Biguaçu

De acordo com o prefeito de Biguaçu, Ramon Wollinger, mais de 400 famílias haviam registrado estragos em suas casas até a tarde de quinta-feira (2). O município declarou situação de emergência, e segundo o prefeito, há pressa para a restauração principalmente de telhas.

Ainda conforme o prefeito, a destruição foi generalizada, sem focos em bairros específicos. Ele informa ainda que a falta de energia elétrica provocou problemas no abastecimento de água.

Palhoça

O prefeito de Palhoça, Camilo Martins, decretou “situação de emergência em razão dos efeitos ocasionados pelo ciclone”, que provocou danos na cidade, mobilizando as equipes da Defesa Civil e Corpo de Bombeiros em quase 100 ocorrências.

O Decreto 2.607 foi assinado após o recebimento do relatório de danos, realizado pela Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil.

O relatório, que a Defesa Civil do município encaminhou ao prefeito Camilo Martins, na manhã de quarta-feira (1), apresenta registros de quase 100 ocorrências diversas, causadas pelo vento.

O documento cita que 16 escolas – o que corresponde a quase 50% das unidades de ensino fundamental – sofreram destelhamento e quebra ou afundamento de forro, diretamente pela ação do vento ou em consequência de queda de árvores.

Até o início da tarde de quinta, a Defesa Civil contabilizava 65 casas destelhadas ou com outros danos decorrentes do tombamento de árvores. A Guarda do Cubatão foi o local mais atingido, segundo a administração municipal.

O secretário de Segurança Pública, Alexandre de Souza, afirmou que a prefeitura vai disponibilizar telhas e lonas para as famílias que tiveram suas propriedades danificadas. E a Secretaria de Educação já iniciou o processo de recuperação das escolas atingidas.

No momento não é possível estimar o prejuízo financeiro dos danos causados pelo ciclone. A secretaria de administração está levantando o que é necessário para o investimento.

São José

Foram atendidas ocorrências nos bairros Centro Histórico, Flor de Nápolis, Sertão do Maruim, Real Parque, Fazenda Santo Antônio, Forquilhas, Forquilhinha, Ipiranga, Areias, Potecas, Serraria, Barreiros e Roçado.

Também foi registrada falta de energia em unidades de Saúde, como as UBSs (Unidades Básicas de Saúde) Ipiranga, Vista Bela, Morar Bem, Zanellato e Policlínica de Barreiros.

A maior parte delas, de acordo com a Prefeitura de São José, foram queda de árvores e destelhamento. Não houve registro de desabrigados por causa dos estragos.

O valor utilizado nos reparos ainda não foi divulgado pela prefeitura, visto que os atendimentos ainda estão sendo realizados. Até a tarde desta quinta não havia sido decretada situação de emergência no município.

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