Deputada federal Angela Amin aponta investimentos para rodovias de SC

A parlamentar é coordenadora do Fórum Parlamentar Catarinense e analisa as ações do grupo de trabalho para debater investimento em infraestrutura

Coordenadora do Fórum Parlamentar Catarinense a deputada Angela Amin (PP) concedeu uma entrevista exclusiva ao Grupo ND onde afirma que, em 2021, Santa Catarina recebeu o maior volume de dinheiro no orçamento federal entre todos os Estados, porém insuficiente para terminar todas as obras nas rodovias.

Deputada federal Angela Amin (PP) recebeu o Grupo ND no gabinete em Brasília – Foto: Warley Cabral/NDTV BrasíliaDeputada federal Angela Amin (PP) recebeu o Grupo ND no gabinete em Brasília – Foto: Warley Cabral/NDTV Brasília

O orçamento federal aprovado pelo Congresso Nacional e destinado ao Estado é de R$ 268 milhões. Com os vetos ao orçamento, o valor caiu para R$ 135 milhões.

A bancada catarinense conseguiu reverter os cortes e com as suplementações os recursos para investimentos na infraestrutura viária chegaram a quase R$ 273 milhões. A parlamentar ainda  falou sobre o trabalho dos deputados e senadores na busca por mais recursos federais.

Confira a entrevista exclusiva:

O que o Fórum Parlamentar está fazendo para cobrar melhorias na infraestrutura rodoviária federal em Santa Catarina?

Eu posso dizer que o nosso trabalho como coordenadora do Fórum, e aí eu falo em nome do Fórum, foi positivo em 2021 também junto aos recursos federais. No orçamento de 2021 o estado de Santa Catarina estava em primeiro lugar. Nós não só recuperamos os recursos viabilizados no orçamento inicialmente, e depois do veto do governo federal, inicialmente era de R$ 269 milhões, baixou para R$ 135 milhões, e nós recuperamos para R$ 273 milhões.

Então aqui é o resultado, o primeiro estado em termos de investimentos federais no estado, mas a gente tem muito claro a angústia de algumas regiões. A BR-280, entre região de Mafra e Porto União, está totalmente abandonada, nem sequer a manutenção está sendo feita e eu posso afirmar porque eu estive lá, a situação é realmente muito ruim.

A BR-285 nem sequer no orçamento de 2021 da União se encontrava, e nós conseguimos recuperar o item orçamentário, alocar recursos, o governo estadual também alocou recursos e para o orçamento de 2022 uma emenda da minha autoria na comissão de orçamento viabilizou não só o item orçamentário, inicialmente mais R$ 20 milhões.

Nós sabemos que ainda não é suficiente, nós estamos trabalhando para esta recomposição, mas entendo que isso é possível fazer. O importante é que o item está lá, recursos existem também para 2022.

Sobre a BR-470: a discussão até colocada de maneira meio agressiva por lideranças de Rio do Sul que tem trabalhado e trabalhado muito bem na luta pela 470, dizendo que nós víamos a 470 apenas até Indaial. E eu sou meio suspeita porque eu sou de Indaial. Tenho muito claro não só a extensão da rodovia, a sua importância e a importância de nós pensarmos a licitação do trecho Indaial até o seu final, passando por Rio do Sul, cujas lideranças são muito atuantes para que nós venhamos reverter uma situação da rodovia da morte no nosso estado. Ali não é só econômico, são vidas.

Esses R$ 20 milhões da emenda são exclusivamente para a BR-285?

Nós garantimos os itens orçamentários de todas as rodovias federais que são importantes, mas a BR-285 como é um trecho de apenas um quilômetro para finalizar, eu entendi que havia necessidade de garantir não só o item orçamentário que foi a grande falha do orçamento de 2021, discutido em 2020, mas que nós pudéssemos garantir os recursos necessários e agora vimos que ainda não é suficiente.

Isso porque o custo das obras nesse período da pandemia realmente deu um ‘boom’ muito violento, mas o importante é o que item orçamentário lá está e tem recurso para o início dos trabalhos tranquilamente em 2022, além de recursos que o governo do Estado já alocou e que não foram gastos ainda, e a possibilidade de negociação tanto com o governo do Estado quanto a União para recomposição do valor para finalizar essa obra.

Deputada, precisamos também pensar na manutenção dessas rodovias.

No item orçamentário tem essa previsão para manutenção. É pouco, eu sei que é pouco, mas tem. E aí durante todo o processo de discussão do orçamento e isso será debatido a necessidade de recomposição não só para manutenção, mas também para as outras obras que são importantes para o nosso Estado.

Houve uma discordância entre a própria bancada catarinense na alocação dos R$ 465 milhões do Estado nas rodovias federais. Está faltando unidade entre os nossos deputados e senadores?

É uma questão pessoal de alguns parlamentares e que foram superadas dentro de uma discussão bastante ampla na comissão de infraestrutura. A decisão final foi altamente positiva e com a bancada unida.

Daqui para frente qual é o comprometimento da deputada federal Angela Amin com as rodovias federais do Estado?

Permanece o mesmo fazendo com que o governo federal respeite o nosso estado. Santa Catarina que na área da economia ficou em segundo lugar neste período de pandemia e poderia ter tido um resultado econômico ainda maior se nós tivéssemos uma logística melhor.

De forma prática, o que é possível fazer enquanto parlamentar para justamente cobrar efetivamente melhorias nas rodovias federais?

É continuar fazendo o que o Fórum faz de maneira unida: briga, discute, pede audiência, refaz. Tanto que o resultado está aqui. O que nós precisamos analisar é a situação econômica do país. Agora ninguém pode questionar neste momento o trabalho da bancada catarinense. Nós ficamos em primeiro lugar no volume de recursos disponibilizados para as rodovias federais, mesmo sabendo que ainda não é o ideal, mas tem.

Nestas discussões de investimentos em rodovias federais está sendo levantada a questão das concessões. Qual a sua visão das concessões em rodovias federais?

Eu entendo que é a grande saída, só que há necessidade do governo federal realizar as obras necessárias principalmente naquelas onde precisa duplicação. Essas obras serem realizadas pelo governo federal e depois fazer com que elas venham a ser concessionadas para as suas melhorias, manutenção.

É só olhar a concessão da BR-101, quer dizer, quantas obras além da duplicação realizada pelo governo federal, quantas obras ainda precisam ser realizadas para minimizar o impacto do trânsito. Eu vou citar como exemplo o contorno da Grande Florianópolis, que atende a ligação do Brasil pela BR-101 até o Rio Grande do Sul, principalmente o movimento econômico destas regiões.

Eu não estou defendendo aqui um pedágio que o cidadão não suporte, mas a licitação na oportunidade fez que com as empresas que ganharam a licitação tivessem muito pouca massa de manobra, nós podemos dizer assim, de recursos necessários para o tipo de investimento que são necessários para viabilizar as melhorias no trânsito destas regiões.

Abaixo-assinado ‘SOS Rodovias’

Lançado no fim de novembro, o abaixo-assinado integra a campanha ‘SC Não Pode Parar‘, um movimento da Fiesc (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina) em parceria com o Grupo ND. A intenção é fazer desta mobilização a maior das rodovias federais em Santa Catarina. A adesão ao abaixo-assinado é gratuita.

Ao finalizar o preenchimento dos dados,  a plataforma exibe um banner de contribuição que não é obrigatória. Portanto, é tudo de graça. Faça parte da campanha e ajude a exigir mudanças. Assine o documento aqui . Mais informações sobre a campanha acesse o site da Fiesc .

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BR-101 – SC não pode parar

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