Empresa quer construir túnel

Ilha-Continente. Proposta prevê obra em sistema de parceria público-privado

Arquivo/ND

Estudos. Secretário diz que não há preconceitos contra túnel. Quer pressa

Projeto de um túnel ligando Ilha-Continente foi apresentado na tarde de ontem, no gabinete do governador Raimundo Colombo por representantes da empreiteira Queiroz Galvão que, segundo o secretário de Infraestrutura, Valdir Cobalchini, deve protocolar nos próximos dias um Manifesto Público de Interesse em tocar a obra dentro de uma parceria público-privado.
Da apresentação do projeto participaram o presidente da Fatma, Murilo Flores, o
procurador-geral do Estado, João dos Passos Martins Neto, o chefe da Casa Civil, Derly Massaud, o secretário da Fazenda, Nelson Serpa, o secretário da Comunicação, Ênio Branco, e o secretário regional da Grande Florianópolis, Renato Hinnig, além do vice-governador Pinho Moreira. 
Depois da reunião, o governador Raimundo Colombo e o vice Eduardo Pinho Moreira viajaram para São Paulo e Brasília. Segundo ele, a ideia é abrir o túnel na rua Ivo Silveira, em Capoeiras, até a proximidade do trapiche da Beira-mar Norte.
Cobalchini disse que a questão ainda está em estudo, mas a alternativa de fazer um túnel entrou na parada.  “Precisamos definir logo se queremos túnel ou ponte”.  

Licitação da quarta ponte foi suspensa
A licitação para contratar empresa que faria o projeto básico, além de outros estudos, foi suspensa por determinação do governador Raimundo Colombo. Havia suspeita de irregularidades. A abertura da licitação estava marcada para dia 10 de fevereiro deste ano.  O total dos serviços somava R$ 29 milhões.
Somente o EIA-RIMA (Estudo de Impacto Ambiental e Relatório) custaria R$ 8.052.445,01. Além do projeto básico por R$ 14.539.737,70, o Plano de Negócio R$ 2.383.210,50, e o EVETEA (Estudo de Viabilidade Técnica-Econômica) R$ 4.949.701,86. Essa etapa do projeto seria por conta do governo. Depois disso, o governo entregaria para uma empresa.
 O governo não desistiu da quarta-ligação, mas desistiu desse estudo.  “Não temos preconceito, seja ponte ou túnel temos pressa”, disse Cobalchini.

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