Falta de investimento e alternativas refletem no número de acidentes e mortes na BR-101

Sem investimento e medidas alternativas para melhorar o fluxo, BR-101 em Santa Catarina lidera ranking de acidentes em rodovias federais

BR-101 em Santa Catarina lidera ranking de acidentes em rodovias federais  – Foto: Getty Images/iStockphoto/NDBR-101 em Santa Catarina lidera ranking de acidentes em rodovias federais  – Foto: Getty Images/iStockphoto/ND

O número de acidentes se multiplica nas rodovias de todo o país. Estaduais, federais, pistas simples, duplicadas, em todas o número de acidentes leves e graves aumenta ano após ano e as mortes se acumulam nas curvas das rodovias brasileiras.

De acordo com a PRF (Polícia Rodoviária Federal), em 2020 foram 64 mil acidentes nas rodovias federais em todo o país e entre os 10 trechos com maior número de acidentes, oito estão em Santa Catarina, todos eles na BR-101. Apenas dois trechos, um na BR-116 em Guarulhos e outro na BR-101 em Serra, no Espírito Santo, aparecem na lista além do estado catarinense. O Km 208 da BR-101, em São José, lidera o ranking negativo, foram 65 acidentes no ano passado.

<span style="font-weight: 400;">BR-101 é líder negativo no ranking de acidentes entre as BR do país </span> &#8211; Foto: José Somensi Fotografia/NDBR-101 é líder negativo no ranking de acidentes entre as BR do país  – Foto: José Somensi Fotografia/ND

A cidade da Grande Florianópolis aparece também na segunda posição, com 62 acidentes no Km 210 e, três quilômetros à frente, em Palhoça, está a terceira posição, com 58 acidentes. Além destes, os Km 214, ainda em Palhoça, 209 e 207 em São José, 216 em Palhoça e 134 em Balneário Camboriú fecham o número de oito trechos na lista dos 10 com maior número de acidentes no país. 

Em 2019, Santa Catarina apresentou o segundo maior índice nacional na quantidade de acidentes por 100 Km, com 354 colisões a cada trecho. E foi em Santa Catarina o trecho da BR-101 com maior número de acidentes e mortes naquele ano. Foram 8.427 acidentes e 403 mortes nas rodovias federais catarinenses, de acordo com os dados da PRF. O maior número foi registrado na BR-101, com 3.994 acidentes naquele ano, a segunda colocada foi a BR-470, com 1.598. A BR-101 também liderou o número de mortes em acidentes de trânsito, com 146 vítimas fatais em 2019, seguida pela BR-282, com 100 mortes.

O grande fluxo de veículos e o comprometimento dos níveis de serviços devido à falta de manutenção, obras e projetos alternativos que possam desafogar e desviar o trânsito com segurança são fatores que contribuem diretamente para o alto número de acidentes das rodovias, sua gravidade e fatalidade.

BR-101 recebe alto fluxo de automóveis todos os dias &#8211; Foto: José Somensi Fotografia/NDBR-101 recebe alto fluxo de automóveis todos os dias – Foto: José Somensi Fotografia/ND

Além disso, o custo social desses acidentes também cresce ano após ano. De acordo com dados da Escola Nacional de Seguros, entre os anos de 2005 e 2015, o custo estimado foi de R$ 21,5 bilhões, com um aumento percentual de 67% em 10 anos.

As obras são urgentes na BR-101 por diversos fatores que impactam diretamente na vida e no dia a dia dos catarinenses e dos que visitam o Estado. A rodovia é o coração econômico de Santa Catarina, mas também é por ela que, diariamente, milhares de pessoas transitam para viagens de férias, para trabalhar, para mover o estado. 

Planejar ações de mobilidade, alternativas que possam desviar o alto fluxo que tem, inclusive, a estimativa de aumentar, regular a velocidade de acordo com a infraestrutura melhorada da rodovia impactarão o fluxo, mas também tornarão a BR-101 segura. Reduzir o número de acidentes é urgente, muda e salva vidas.

A segurança é um dos eixos principais da campanha da FIESC e do Grupo ND “BR-101, SC não pode parar”. As ações e medidas propostas pela Federação tem como objetivo garantir a segurança e a eficiência na rodovia.

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BR-101 – SC não pode parar

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