Fiesc propõe estender prazo de concessão para viabilizar investimentos na BR-101

Proposta faz parte de um levantamento apresentado pela entidade no seminário da campanha SC Não Pode Parar

As obras emergenciais na rodovia sugeridas pelo GT BR-101 do Futuro em Joinville, Navegantes e Itajaí podem ser executadas sem aumentar o pedágio.

Para isso, o prazo de concessão precisa ser ampliado em quatro anos e meio. “Precisamos sensibilizar a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) para avaliar as possibilidades por se tratar de intervenções emergenciais”, afirma Mario Cezar de Aguiar, presidente da Fiesc (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina), em seminário da campanha SC Não Pode Parar.

Mario Cezar de Aguiar, presidente da Fiesc, durante apresentação de seminário da campanha SC Não Pode Parar em Navegantes. – Foto: Paulo MuellerMario Cezar de Aguiar, presidente da Fiesc, durante apresentação de seminário da campanha SC Não Pode Parar em Navegantes. – Foto: Paulo Mueller

A Arteris Litoral Sul tem a concessão do trecho norte até 2033. Como o atual contrato não prevê extensão da validade, a alternativa seria um aditivo de prazo. Outra possibilidade destacada pela entidade é o aumento do pedágio em R$ 0,61 ou uma combinação do reajuste da tarifa com o prazo de concessão.

O setor produtivo também mostrou preocupação com a BR-470. A duplicação nem terminou e a rodovia pode estar com a capacidade esgotada daqui cinco anos. A Fiesc sugere intervenções emergenciais de restauração e manutenção, além da construção de terceiras faixas nos pontos mais críticos de pista simples.

Tanto a BR-101 quanto a BR-470 são vitais para o crescimento e a geração de emprego e rendas nas cidades do entorno.

“O volume que nós temos de cargas chegando e saindo pela BR-470 e fazendo essa conexão com a BR-101 é determinante para a economia de toda a região, para arrecadação de impostos e, principalmente, para os usuários”, garante o superintendente da Portonave, Osmari de Castilho Ribas.

Em Navegantes, a atual infraestrutura das rodovias federais tem impacto negativo não apenas na economia, mas no turismo. “Isso tem dificultado não só a movimentação de cargas, mas também de passageiros”, alerta o prefeito Libardoni Fronza.

Empresários e políticos presentes em seminário da campanha SC Não Pode Parar. – Foto: Paulo MuellerEmpresários e políticos presentes em seminário da campanha SC Não Pode Parar. – Foto: Paulo Mueller

A campanha “SC não pode parar” é uma iniciativa da Fiesc e do Grupo ND. “Estamos engajados de forma plena em todas as nossas plataformas com essa pauta que já está na sociedade, além de cobrar dos gestores públicos para que as soluções sejam buscadas agora”, lembra Marcello Corrêa Petrelli, presidente do Grupo ND.

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BR-101 – SC não pode parar

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