Florianópolis dobra número de estruturas cicloviárias nos últimos três anos

Obras acompanham aumento do número de pessoas que utilizam a bicicleta na cidade; em todo o país, a venda destes veículos aumentou 50%, em média, no último ano

A rotina é a mesma todas as manhãs: lavar o rosto, tomar café da manhã, escovar os dentes e, então, é hora de se vestir para o trabalho: na lista de itens estão camisa, calça jeans ou social para o trabalho e… tênis, luvas, proteção para joelhos e capacete. Há pelo menos sete meses, os itens de proteção são fundamentais na vida de Miguel da Rosa, de 37 anos, que mora no Rio Vermelho e passou a se deslocar para o trabalho, que fica em Ingleses, de bicicleta, todas as manhãs.

Avenida Luiz Boiteux Piazza, que liga Canasvieiras-Cachoeira do Bom Jesus-Ponta das Canas, no Norte da Ilha, já        conta com ciclovia em toda a sua extensão – Leonardo Sousa/PMF/Divulgação/NDAvenida Luiz Boiteux Piazza, que liga Canasvieiras-Cachoeira do Bom Jesus-Ponta das Canas, no Norte da Ilha, já        conta com ciclovia em toda a sua extensão – Leonardo Sousa/PMF/Divulgação/ND

O vendedor conta que trocou o transporte coletivo pela bike por diversos motivos. “O principal foi pela saúde, aproveito para fazer o meu exercício, pedalo em contato com a natureza e desde então, me sinto bem mais disposto e menos estressado. Além disso, também prefiro evitar aglomerações pois na bicicleta somos apenas eu e a natureza”, conta.

Ele não é o único. O uso deste modal de transporte aumentou significativamente durante a pandemia de Covid-19. De acordo com a Associação Brasileira do Setor de Bicicletas (Aliança Bike), o ano de 2020 representou um salto expressivo nas vendas de bicicletas no país em e o aumento foi de, em média 50% na comparação com os 12 meses de 2019.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) também destacou a importância do seu uso, ao afirmar que a bike é uma das formas de deslocamento mais seguras para evitar a proliferação do coronavírus.

Em Florianópolis, as obras de infraestrutura acompanham esse aumento, já que, nos últimos três anos, a malha cicloviária mais que dobrou e saltou de 75 km para atuais 165,77km segundo dados da Secretaria Municipal de Transportes e Mobilidade.

O investimento em ciclovias, ciclofaixas e ciclorotas começou a ser feito ainda em 2017 e, em abril de 2019, o município criou uma supersecretaria para a área, ao integrar diversos agentes ligados à mobilidade na prefeitura.

Na época, o planejamento previa o investimento na implantação de estruturas cicloviárias na Capital. Com a inserção das bicicletas compartilhadas na cidade, a prefeitura anunciou a intenção de instalar bicicletários e pontos de paradas em outras regiões. A ideia era aumentar significativamente as rotas da rede, que eram de 96,2 km, para 158,531 km, conectando localidades e diferentes modais. Hoje essa meta já foi superada e continua a ser ampliada na cidade.

Nos últimos anos, trabalhamos para que as pessoas usem menos o carro e mais outros modais de transporte. O prefeito Gean (Loureiro) nos deu essa missão de dobrar a quantidade de ciclovias, ciclofaixas e ciclorotas em sua gestão, nós mais que dobramos esse número e continuamos a implantar mais estruturas da malha cicloviária”, afirma o secretário municipal de Infraestrutura, Valter Gallina.

Ciclovia na avenida Luiz Boiteux Piazza, no Norte da Ilha

A avenida Luiz Boiteux Piazza, que liga Canasvieiras-Cachoeira do Bom Jesus-Ponta das Canas, no Norte da Ilha, já conta com ciclovia em toda a sua extensão, de 6.1 quilômetros. É mais uma estrutura cicloviária, dentre as várias que estão sendo implantadas paralelamente em importantes vias públicas de todas as regiões de Florianópolis, entregue pela Prefeitura, através da Secretaria de Infraestrutura. Juntas, elas totalizam mais de 20 quilômetros.

Ciclovia na avenida Luiz Boiteux Piazza – Leonardo Sousa/PMF/Divulgação/NDCiclovia na avenida Luiz Boiteux Piazza – Leonardo Sousa/PMF/Divulgação/ND

A Boiteux Piazza já possuía ciclovia da entrada do Sapiens Parque, na Cachoeira do Bom Jesus, até o final da via, em Ponta das Canas, ou seja, num trecho de 900 metros. O restante foi feito durante as obras de revitalização da Operação Asfaltaço, em andamento, as quais devem ser concluídas no final do mês de junho. Falta apenas a finalização do novo passeio e a sinalização viária definitiva, uma vez que a repavimentação asfáltica; a recuperação do sistema de drenagem, e as melhorias na ciclovia e no passeio existentes foram concluídas.

Neste caso, a ciclovia fica do lado direito da via, sentido Canasvieiras-Ponta das Canas, tem pavimento de asfalto e é bidirecional, ou seja, tem duas faixas que permitem a passagem em ambos os sentidos, ao mesmo tempo.

Obras em toda a cidade

Outras estruturas cicloviárias seguem sendo implantadas em importantes vias do Leste, Centro e Sul da Ilha, e do Continente, também como um dos serviços de revitalizações da Operação Asfaltaço.

No Leste da Ilha, é o caso da Avenida das Rendeiras, na Lagoa da Conceição, e da Avenida Prefeito Acácio Garibaldi S. Thiago, na Joaquina. As ciclovias destas vias serão interligadas, terão pavimento de concreto asfáltico (para também serem usadas por skatistas e usuários de roller) e, juntas, vão totalizar cerca de 4,5 quilômetros, correspondente às extensões das avenidas.

A diferença das duas ciclovias é que a das Rendeiras, que ficará no lado da orla da lagoa, será bidirecional. Enquanto a da Acácio Garibaldi, à esquerda, no sentido bairro-praia, será unidirecional por conta da largura da avenida, ou seja, os usuários vão precisar compartilhá-la, independente da direção que sigam.

Entre a região central e o Sul da Ilha, outras duas ciclovias encontram-se em implantação. A que ficará à margem dos 5,2 quilômetros da Via Expressa Sul, a Rodovia Governador Aderbal Ramos da Silva (SC-401), ligação entre o Saco dos Limões e a Costeira do Pirajubaé, recém-iniciou. Também bidirecional, ela está sendo feita de concreto armado no lado esquerdo da rodovia estadual, sentido Centro-Sul.

Essa estrutura cicloviária da Via Expressa Sul vai se conectar à ciclovia que está sendo finalizada na avenida Governador Jorge Lacerda, no trevo da Seta, onde as duas vias se cruzam. Ela abrange toda a extensão da Jorge Lacerda, de 3,4 quilômetros e, nos trechos onde existem pontilhões, contará com sinalização para ciclorrota.

Já no Continente, a marginal da Via-Expressa Continental (BR-282), Rua Álvaro Tolentino, em Capoeiras, terá implantação de ciclofaixa ao longo dos quase 1,5 quilômetro da via.

Ciclovia construída na avenida Madre Benvenuta, na Capital – PMF/Divulgação/NDCiclovia construída na avenida Madre Benvenuta, na Capital – PMF/Divulgação/ND

Afinal, Florianópolis tem 146,8 quilômetros de ciclovias, ciclofaixas, ciclorrotas e passeios compartilhados, sendo que, desde meados de 2017 foram implantados 71,02 quilômetros destas estruturas, e tem os mais de 20 quilômetros em implantação, totalizando quase 170 quilômetros.

Vale informar que todas as estruturas cicloviárias em implantação citadas devem ser concluídas no segundo semestre do ano.

Malha Cicloviária Atual – Florianópolis

Calçada Compartilhada = 8.49km
Ciclofaixa = 60,95km
Ciclorrota = 52.92km
CIclovia = 43.43km

malha total = 165,77km

* dados de maio de 2021
Fonte: Secretaria Municipal de Mobilidade e Planejamento Urbano de Florianópolis

Como pedalar com segurança

-CAMPAINHA: alerta sonoro para chamar a atenção de outros veículos ou pedestres em situação de perigo.

-ESPELHO RETROVISOR: é um item exigido por lei. Ele deve ser utilizado do lado esquerdo da bicicleta para auxiliar o ciclista durante a condução.

-ILUMINAÇÃO: Use sempre luz branca na frente e vermelha atrás, para os motoristas perceberem rapidamente se você está indo ou vindo. A luz deve ser piscante, pois a intensidade luminosa das lanternas de bicicleta não é suficiente para se destacar com segurança quando acesas no modo ininterrupto. A luz piscante atrai muito mais a atenção do motorista – e é exatamente esse o objetivo.

– CAPACETE: Ele não é obrigatório por lei para o ciclista. Apesar disso, recomendamos seu uso, especialmente para quem está começando, pois a habilidade em se equilibrar mesmo em situações adversas vem com o tempo e a prática.

– SE DEVE ANDAR NO MESMO SENTINDO DOS CARROS

– ANDAR PELA DIREITA: Em alguns casos pode ser melhor usar a esquerda quando a via é de mão única, mas são raras exceções. Usar a faixa da direita é mais seguro, por ser a área destinada aos veículos em menor velocidade.

SINALIZAÇÃO: sempre sinalize o que pretende fazer usando sinais de mão.

-CALÇADA É PARA PEDESTRES

Conforme determina a Lei Municipal nº 10.199, de 27 de março de 2017, a Prefeitura Municipal de Florianópolis informa que a produção deste conteúdo não teve custo, e sua veiculação custou R$2.000,00 reais neste portal.

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Prefeitura de Florianópolis

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