Governo de SC desmente pedágio em rodovias estaduais

"Não há qualquer indicação de que os pedágios ficarão instalados nas rodovias estaduais", alertou secretário Executivo de Parceiras Público-Privadas

O governo do Estado de Santa Catarina desmentiu a notícia de que SC terá pedágios nas rodovias estaduais. Pelo menos, por enquanto.

sc 114SC-114 será restaurada em investimento de R$ 11,8 milhões – Foto: Ricardo Wolffenbuttel/SECOM

“Ainda não existem informações sobre locais de pedágio e nem sabemos ao certo se eles ficarão especificamente na SCs ou se serão nas BRs”, disse Ramiro Zinder, secretário executivo de Parceiras Público-Privadas, autarquia estadual que está cuidando do assunto.

O que tem, na verdade, é um estudo inicial em parceria com o governo federal para um futuro projeto de concessão das rodovias entre federais e estaduais.

O prazo para entrega dos estudos é segundo semestre de 2022. No entanto, há pouca chance de as SCs terem pedágio porque o fluxo não é tão grande, frisou Ramiro Zinder.

“Só com os estudos prontos vamos saber”, afirmou.

Os estudos estão em fase inicial pela Empresa de Planejamento e Logística (EPL), do Governo Federal, junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

“Não há qualquer indicação de que os pedágios ficarão instalados nas rodovias estaduais. Aliás, a tendência é de que fiquem nas BRs devido ao maior fluxo de usuários”, conclui Ramiro Zinder, Secretário Executivo de Parceiras Público-Privadas

O projeto de estudo reúne sete BRs, totalizando 1.647,3 km. São elas: BRs-153, 158, 163, 280, 282, 470 e 480 (1.647,3 km) e as SCs-108, 110, 114, 120, 135, 155, 157, 163, 280, 283, 350, 355, 370, 386, 410, 412, 417, 418, 421, 445, 452, 453, 480 e 486, além de 24 SCs, totalizando 3.153 km.

Pontos críticos

Importante lembrar que, recentemente, a  Fiesc (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina) apresentou um estudo encomendado pela entidade que analisou a situação de 17 rodovias estaduais localizadas no Oeste, Meio-Oeste e Extremo Oeste. Foram identificados 15 trechos críticos que necessitam de intervenção urgente.

Isto só naquelas regiões, mas há outras SCs no Estado, como a Serra Dona Francisca (SC-418), entre Joinville e Campo Alegre, que precisam de melhorias. 

Trecho da SC-283, uma das rodovias estaduais analisadas pela entidade – Foto: Fiesc/Divulgação/NDTrecho da SC-283, uma das rodovias estaduais analisadas pela entidade – Foto: Fiesc/Divulgação/ND

A análise dos cerca de 1.265 km foi feita entre os meses de maio e junho pelo engenheiro civil da Fiesc, Ricardo Saporiti, especialista em rodovias. Ele detalhou a situação das rodovias alvos do estudos – 155, 480, 305, 160, 161, 163, 386, 283, 154, 350, 135, 150, 355, 465, 464, 452 e 120. Elas foram escolhidas por serem estratégicas para o setor produtivo.

O estudo mostra que em muitos trechos a qualidade da manutenção e as intervenções paliativas, como as operações tapa-buracos, já não atendem às necessidades de preservação das estradas. Elas precisam de investimentos mais robustos – especialmente nas restaurações de pavimento e a realização de obras de artes especiais.

Trechos mais críticos

  • SC- 283: Segmentos Concórdia/ Arabutã/ Seara/ Arvoredo/ Chapecó
  • SC- 283: Segmento Águas da Prata/ Palmitos/ Caibi/ Riqueza
  • SC- 305: Segmento Campo- Erê/ São Lourenço do Oeste
  • SC- 155: Segmento Xavantina/ Seara
  • SC- 155: Segmento de Abelardo Luz/ Divisa com o PR
  • SC- 480: Segmento do Contorno de Xanxerê e até Bom Jesus
  • SC- 161: Segmento de Anchieta/ Palma Sola/ Divisa PR
  • SC- 160: Segmento Bom Jesus do Oeste/ Serra Alta/ Modelo/ BR-282
  • SC- 163: Segmento Descanso/ Iporã do Oeste (necessitando 3ª faixa)
  • SC- 452: Segmento Monte Carlo/ Liberata
  • SC- 120: Segmento Lebon Régis/ Marombas/ Curitibanos
  • SC- 350: Segmentos Santa Cecília/ Lebon Régis e Caçador/ Taquara Verde/ BR-153/SC
  • SC- 135: Segmento São Miguel da Serra/ Matos Costa/ Calmon/ Caçador
  • SC- 465: Segmento Macieira/ Rodovia SC-350 (Taquara Verde)
  • SC- 150: Segmento Herciliópolis (BR-153) / Água Doce

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