‘A rodovia está segura’, diz governo estadual sobre cratera na SC-401 em Florianópolis

Equipes começaram a trabalhar na cratera que se formou às margens da SC-401, em Santo Antônio de Lisboa, em Florianópolis, na manhã desta terça-feira (19)

Equipes começaram a trabalhar na cratera que se formou às margens da SC-401, em Santo Antônio de Lisboa, em Florianópolis, na manhã desta terça-feira (19). De acordo com a SIE (Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade), os órgãos competentes já estavam cientes do problema e a obra custará R$ 120 mil.

Uma tubulação de água ficou exposta quando a cratera se abriu – Foto: Divulgação/NDUma tubulação de água ficou exposta quando a cratera se abriu – Foto: Divulgação/ND

“Hoje [terça-feira (19)], a Casan (Companhia Catarinense de Águas e Saneamento) está fazendo a proteção da tubulação da adutora. Amanhã, a secretaria de Infraestrutura começa a refazer toda essa drenagem para realmente solucionar esse problema”, disse a coordenadora regional da SIE, Maira Marcuschi Antunes.

Foi uma vistoria da Defesa Civil que identificou os riscos do local. A demanda surgiu depois de muitos pedidos dos moradores da região. A cratera está com mais de 3 metros de profundidade e expôs a tubulação da Casan, o que deixou quem vive na região preocupado com a ruptura do cano e a falta do abastecimento de água. Desde que o buraco se abriu, o cano já cedeu cerca de 2 cm em uma das extremidades.

Segundo o gerente de operações e assistência da Defesa Civil municipal, Alexandre Vieira, “isso [representa] um risco médio. Segundo os funcionários da Casan, de zero a dez, nós estamos na média sete. Então, é um risco não assustador, mas é grave”.

Prazo para finalizar a obra é de 60 dias na SC-401 – Foto: Defesa Civil Florianopolis/Divulgação/NDPrazo para finalizar a obra é de 60 dias na SC-401 – Foto: Defesa Civil Florianopolis/Divulgação/ND

A Casan afirmou nesta segunda-feira (18) que a equipe técnica já estava monitorando a situação e que o material para a reparação no local foi comprado. Nesta manhã, as máquinas e os profissionais iniciaram os trabalhos com estacas de madeira para a sustentação do cano.

O diretor de Operações e Expensão da companhia, Pedro Joel Horstmann, explicou que “a adutora não tinha nenhum risco de rompimento, porque o tubo tem 6 metros de comprimento e o trecho que estava descoberto é bem menor que isso”.

O receio dos moradores é que o cano estoure e a população fique sem abastecimento de água nos bairros próximos a Santo Antônio de Lisboa. “Tá todo mundo preocupado e o turismo, que nós estamos esperando vir para a Ilha, que vai ser em massa, vai passar por onde?”, questionou o morador da região Fausto Andrade.

A Casan, no entanto, afirma que o cano é utilizado para suprir a necessidade durante o verão. “É um trecho da adutora que se consegue isolar e não ter nenhum prejuízo de abastecimento em nenhum bairro da Ilha. Ali é mais uma rede que pe utilizada durante o verão para transportar água do sistema integrado para o sistema da costa norte”, afirmou o diretor da Casan.

Por outro lado, a secretaria de Infraestrutura afirma já ter observado o mesmo problema em outros locais próximos. “Um pouquinho mais aqui à frente [na SC-401], nós temos também. Não nesse grau de gravidade. A Casan já está ciente, tá monitorando também. Então, a gente vai tá atuando aqui. Logo na sequência, a gente vai ter o acesso para estar monitorando os outros pontos ali. Então, é uma parceria entre secretaria e Casan para dar toda a segurança na proteção das adutoras”, afirmou Maira.

A obra de pavimentação asfáltica na SC-401 foi concluída em dezembro do ano passado. No entanto, a secretaria de Infraestrutura estadual garante que o problema apontado pelos moradores decorre do desgaste da rede pluvial e não tem relação com a reforma recente.

“É um problema só da drenagem. A rodovia tá segura. Não tem nenhum perigo de rompimento, não tem nenhum perigo de desabamento”, disse a coordenadora Maira.

Confira mais informações na reportagem do Balanço Geral Florianópolis.

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BG Florianópolis

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