Jaraguá do Sul tem uma das maiores coberturas de esgoto sanitário do país

Com gestão eficiente e investimentos na rede de coleta, afastamento e tratamento de esgoto sanitário, município chega a 90% de cobertura

O município de Jaraguá do Sul, no Norte catarinense, possui um dos maiores índices de cobertura de esgoto sanitário de Santa Catarina e do Brasil, chegando a 90% de cobertura, enquanto o Estado de Santa Catarina não passa dos 23% na média geral.

Com uma boa gestão e uma série de investimentos ao longo dos últimos sete anos, o índice de cobertura em Jaraguá do Sul saltou de 45% para os atuais 90%.

ETE Água Verde está sendo ampliada, em Jaraguá do Sul – Foto: PMJS/DivulgaçãoETE Água Verde está sendo ampliada, em Jaraguá do Sul – Foto: PMJS/Divulgação

No país, 55% da população possui tratamento considerado adequado, sendo 43% com esgoto coletado e tratado e 12% com utilização de fossa séptica (solução individual). Os dados disponíveis no Atlas Esgotos, da ANA (Agência Nacional das Águas), mostram ainda que dos 45% restantes dos brasileiros, 18% têm o esgoto coletado e não tratado e 27% não possuem coleta nem tratamento.

“Ao contrário do Brasil, onde o saneamento foi deixado um pouco de lado, e do nosso Estado que é um dos piores do país em saneamento básico com 22,9% de esgoto tratado, o Samae tem investido bastante nos últimos anos. Nossas redes estão por toda área urbana do município e já ultrapassamos os 770 quilômetros de rede de esgoto, incluindo coleta, afastamento e tratamento”, diz o diretor presidente do Samae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto), Ademir Izidoro.

Para coletar, afastar e tratar o esgoto, o município conta com quatro estações de tratamento cuja capacidade pode atender cerca de 206 mil habitantes: ETE Água Verde, em operação desde o ano 2000; ETE Ilha da Figueira, desde 2002; ETE Nereu Ramos, em funcionamento desde 2003; e ETE São Luís, desde 2016.

Cobertura ampliada

Para ampliar essa cobertura, foram investidos somente nos últimos três anos mais de R$ 20 milhões em novas redes de esgoto (tubulações, elevatórias, etc).

Atualmente, estão sendo investidos cerca de R$ 17 milhões – com recursos próprios do Samae – na construção da Nova ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) Água Verde, no bairro Água Verde. Nessa estação, a capacidade de tratamento foi ampliada de 85 litros por segundo (l/seg) para 116 l/seg, nessa primeira etapa. E uma nova ampliação, para 146 l/seg, deve acontecer até 2028.

Com investimentos constantes, o município de Jaraguá do Sul tem 90% de cobertura em tratamento de esgoto – Foto: PMJS/DivulgaçãoCom investimentos constantes, o município de Jaraguá do Sul tem 90% de cobertura em tratamento de esgoto – Foto: PMJS/Divulgação

Na construção da ETE São Luís, no bairro homônimo, inaugurada em 2016, foram investidos R$ 31 milhões.

“Estamos adquirindo um terreno no bairro Ilha da Figueira para construir a nova ETE Ilha da Figueira, com previsão de investimentos em torno de R$ 35 milhões. Quando ela for concluída, a estação atual será desativada”, diz Izidoro.

De acordo com o Samae, ainda há oito bairros a serem atendidos: Três Rios do Norte e Três Rios do Sul – que serão ligados à ETE Água Verde; e Santa Luzia, Santo Antônio, São João, Vila Chartres, Vieira e Centenário que necessitam da instalação da rede coletora.

As quatro vertentes do saneamento

O Samae é uma das poucas empresas públicas no país a atuar nas quatro vertentes do saneamento básico: abastecimento de água, esgotamento sanitário, resíduos sólidos e drenagem pluvial.

Quase 100% da população urbana é atendida com água potável. São mais de 900 quilômetros de rede e mais de 68 mil ligações. Na principal estação de tratamento, onde é tratada 70% da água consumida em Jaraguá do Sul, foram instaladas mil placas fotovoltaicas, o que permite a autossuficiência na produção da energia necessária ao seu funcionamento.

Em 1998, foi implantado o primeiro quilômetro de rede de esgoto e, no ano 2000, inaugurada a primeira Estação de Tratamento, no bairro Água Verde. Além da quase totalidade das residências urbanas estarem ligadas à rede coletora de esgoto, parte da área rural também é atendida.

Já no quesito drenagem pluvial, assumido no ano de 2020 pela Samae, está em andamento o Plano Diretor de Drenagem Urbana que dará as diretrizes para os investimentos futuros. Entre os objetivos estão a redução dos prejuízos com inundações e a melhoria das condições de saúde da população e do meio ambiente urbano.

Por fim, a gestão dos resíduos sólidos inclui a coleta e manejo convencional e seletiva (urbana e rural). Com o programa Saco Verde, o Ponto de Entrega Voluntária, coleta seletiva e outras iniciativas, 37% dos resíduos gerados na cidade tem destino adequado. Doze cooperativas cadastradas trabalham na separação dos materiais recicláveis, garantindo renda para pelo menos 120 pessoas, que vivem diretamente dessa atividade.

“Todo mundo quer ter água na torneira e utilizar o sistema de esgoto sanitário sem se preocupar com a complexidade desses serviços de tratamento e distribuição de água ou de coleta, afastamento e tratamento do esgoto. Mas, isso é uma preocupação constante da nossa gestão, porque entendemos que investir em saneamento é investir em saúde”, diz o prefeito de Jaraguá do Sul, Antídio Aleixo Lunelli.

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Prefeitura de Jaraguá do Sul

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