Moradores de Florianópolis reclamam de mau cheiro por lixo acumulado há 15 dias

Bairros do Norte da Ilha, onde a coleta é realizada por uma empresa terceirizada, registram acúmulos de resíduos nesta terça-feira (14)

Moradores do bairro Ingleses do Rio Vermelho, no Norte da Ilha, em Florianópolis, reclamam que, em algumas ruas, o lixo não é recolhido há cerca de 15 dias. Na manhã desta terça-feira (14), o cheiro era forte e as lixeiras transbordavam na região. “Ainda bem que usamos máscara.”

Lixo acumulado no bairro Margem de Bom Jesus, Norte da Ilha – Foto: Divulgação/NDLixo acumulado no bairro Margem de Bom Jesus, Norte da Ilha – Foto: Divulgação/ND

O homem informou que os vizinhos estão levando o lixo para sede da Comcap, no bairro Itacorubi. Outra moradora de São João do Rio Vermelho disse que, na servidão Hipólito Cassiano de Menezes, o caminhão não passa nos dias corretos.

Lixo acumulado nas ruas do Norte da Ilha nesta terça-feira (14) – Vídeo: Divulgação/ND

A coleta do lixo na região Norte é realizada pela Amazon Fort, empresa terceirizada contratada pela prefeitura da Capital.

A repórter Gabriela Milanezi, da NDTV, esteve na região nesta manhã, onde o caminhão da Comcap recolheu apenas resíduos da coleta seletiva. O lixo convencional é responsabilidade da empresa terceirizada.

Morador do Rio Vermelho relata que há muito lixo acumulado na região – Vídeo: Divulgação/ND

Um morador da servidão da Vitória, no bairro Margem de Bom Jesus, relatou que os vizinhos estão queimado lixo em seus quintais para não ter mais acúmulo de sujeira. Segundo ele, não há coleta há cerca de uma semana.

Também há relatos nos bairros Ingleses e Jurerê. As cenas são de acúmulos de resíduos que se intensificam quando chove, como é o caso desta terça-feira (14), porque os bueiros não dão conta de dar vazão à água e começam a entupir.

A Amazon Fort disse nesta segunda (13), por meio de sua assessoria, que a empresa ainda está se familiarizando com a rota da coleta. A operação foi iniciada no Norte da Ilha no dia 5 de setembro.

Morador relata lixo acumulado no bairro Vargem de Bom Jesus, em Florianópolis – Vídeo: Divulgação/ND

Procurada nesta terça para comentar a situação na servidão Hipólito Cassiano de Menezes, a Amazon Fort informou que iria entrar em contato com o responsável pela operação, mas não retornou até o fechamento da matéria.

Lixo acumulado no bairro Margem de Bom Jesus, Norte de Florianópolis – Vídeo: Divulgação/ND

Por volta das 11h desta terça, a moradora de São João do Rio Vermelho disse que o lixo ainda não havia sido recolhido. “Sinceramente, prefiro a Comcap. Essa empresa está deixando a desejar”, disse. A prefeitura informou que iria normalizar a coleta de lixo até esta terça.

Chance de greve da Comcap

A Comcap planeja uma assembleia na próxima quinta-feira (16), às 7h, para discutir a possibilidade de greve por conta das terceirizações.

Isso porque a Justiça proibiu a prefeitura de Florianópolis de realizar a terceirização da coleta de lixo e outros serviços, sob pena de multa de R$10o mil por mês por cada trabalhador contratado nessas condições.

Em nota à época, a prefeitura informou que iria recorrer da decisão porque entende que as medidas trazem economia de dinheiro público, mais eficiência, e menos greve no serviço da cidade.

Conforme a prefeitura da Capital, desde a contratação da empresa para coleta convencional de resíduos, tanto no Continente quanto no Norte da Ilha, faz a fiscalização dos serviços por meio da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, bem como acompanhar a coleta periodicamente.

Posicionamento da secretaria do Meio Ambiente

Em entrevista à NDTV, o secretário municipal do Meio Ambiente, Fabio Braga, e ele informou que o serviço deve estar regularizado até o fim desta semana.

Segundo Braga, os atrasos acontecem por causa de “percalços no processo” mas a coleta começou a ser retomada gradativamente desde a quinta-feira (9). “Como ficou um volume muito extenso para traz acaba deixando o roteiro mais longo e o caminhão tendo que voltar várias vezes para transbordar”.

O secretário elencou dois motivos principais para o atraso: as demandas estão aumentando, inclusive com os seletivos; e a finalização dos contratos de cerca de 70 funcionários terceirizados.

Com o término dos contratos, a prefeitura contratou uma nova empresa para realizar a coleta de rejeitos. A retomada dos trabalhos esperava a decisão da justiça catarinense determinando a abertura dos portões da sessão de transbordo pelo  Sintrasem (Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis). 

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