Normalização da energia elétrica pode demorar até 3 dias após maior dano da história em SC

Cerca de 1,5 milhão de unidades ficaram sem luz no Estado após ventos de mais de 100 km/h na terça-feira (30)

A passagem de um ciclone por Santa Catarina na tarde dessa terça-feira (30) deixou um rastro de destruição. Conforme a Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina), os temporais desencadearam o maior dano da história na rede elétrica no Estado. Cerca de 1,5 milhão de unidades ficaram sem luz.

Conforme a companhia, no interior do Estado o tempo de recomposição pode ser de dois a três dias.

Poste de luz caí em cima de carro em Chapecó – Foto: Divulgação/ND TV

Com os ventos de mais de 100 km/h, árvores, postes e placas caíram sobre a rede elétrica, provocando problemas graves na distribuição de energia elétrica.

Às 11h desta quarta-feira (1º), cerca de 680 mil imóveis continuavam sem energia. Segundo a Celesc, o número pode oscilar, pois com o rompimento do cabo de fibra ótica da Oi, o sistema de telecomunicação da empresa foi atingido diretamente, bem como de outras distribuidoras que atendem o Sul do país.

“Por isso, não foi possível identificar os locais com defeito na rede de distribuição. A única forma de comunicação dos consumidores é através do aplicativo Celesc”, diz a companhia.

Leia também:

Nesta manhã, 300 equipes, com cerca de 1,3 mil profissionais, trabalham para recuperar o sistema, informou a Celesc. “O trabalho exige retirada de material pesado das redes e a previsão é que seja estendido por alguns dias em determinadas localidades”, detalha a companhia, em nota.

A Celesc afirma que trabalha para recompor 75% a 80% do sistema até o final desta quarta-feira. A orientação é para que as pessoas fiquem em casa e não se aproximem de locais próximos a rede elétrica para evitar acidentes.

Situação nesta manhã

Até as 11h desta quarta-feira, 682 mil unidades continuavam sem energia em Santa Catarina. A Grande Florianópolis é a região mais afetada, com 159 mil imóveis sem luz. Na sequência está o Litoral Norte, com 78 mil interrupções.

+

Infraestrutura