O que já se sabe sobre o desabamento de calçada em Joinville

Portal ND+ reuniu 10 tópicos do que já se sabe sobre o desabamento da calçada em Joinville

Perícias em andamento e perguntas no ar. O que, afinal, foi definitivo para causar o desabamento da calçada em Joinville durante a abertura do Natal Cultural. Ao todo, 33 pessoas ficaram feridas em um evento que repercutiu nacionalmente.

O Portal ND+ reuniu dez tópicos do que já se sabe sobre o desabamento da calçada. Confira abaixo.

calçada que desabou em joinville. Foto: Carlos Júnior/Divulgação NDBombeiros e peritos no local do acidente. – Foto: Carlos Júnior/Divulgação ND

O que já se sabe

1 – Acidente aconteceu no ponto de ligação entre as galerias antigas do Rio Mathias e as obras de implantação das comportas, que fazem parte do projeto de Macrodrenagem. Uma vistoria prévia na parte de baixo da galeria mostrou isso.

2 –Contrato com o consórcio Motta Júnior, responsável pelas obras do Rio Mathias, foi rescindido, a área foi isolada com tapumes a fim de impedir o acesso da população ao local. “Havia placas de segurança informativas no local”, informou o consórcio. E a decisão de retirar os tapumes e fazer uma intervenção no local (uma nova calçada) foi tomada e executada em 2021, gestão do atual prefeito.

3 – As imagens iniciais que o Grupo ND teve acesso com exclusividade  apontam o comprometimento interno da estrutura da galeria, que estava abaixo da “calçada” e se estende pela região Central da cidade. Além do visível desgaste, há indícios de outras áreas comprometidas.

Imagem mostra comprometimento de estrutura da galeria que estava sob calçada que desabou – Foto: Divulgação/NDImagem mostra comprometimento de estrutura da galeria que estava sob calçada que desabou – Foto: Divulgação/ND

4 –Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público de Santa Catarina e Tribunal de Contas do Estado (TCE) abriram procedimentos para investigar o desabamento da estrutura.

5 –O juiz Roberto Lepper, da 2ª Vara da Fazenda Pública da comarca de Joinville, determinou o início de perícia nas obras de macrodrenagem do rio Mathias, executadas pelo consórcio Motta Júnior em contrato com a Prefeitura de Joinville. As partes têm agora 15 dias, a partir do dia 29 de novembro, para a formulação de quesitos que devem ser respondidos por peritos nomeados pela justiça. A previsão é de que a perícia inicie em janeiro do próximo ano.

6 – Primeiro, será verificado se o projeto foi adequado; em seguida, se a execução obedeceu a recomendação do plano; e, por último, se a prefeitura fiscalizou. Neste momento, todos os bens de pessoas físicas e jurídicas dos envolvidos nas obras estão bloqueados, por conta de decisão do juiz Lepper em 29 de julho deste ano.

7 – Instituto Geral de Perícias, da Polícia Civil, e a própria Prefeitura determinaram perícias no local. O prefeito Adriano Silva, inclusive, pediu agilidade às equipes técnicas de engenharia, com o apoio da Defesa Civil e Companhia Águas de Joinville, para que realizam um estudo estrutural detalhado na área, inclusive nas praças que recebem as atividades da programação do Natal Cultural. Um dos pontos que será avaliado é o estado das vigas.

8 – Em 8 de julho deste ano, a Prefeitura de Joinville entrou com ação condenatória na Vara da Fazenda Pública da Comarca de Joinville buscando o ressarcimento e a reparação por perdas e danos sofridos em decorrência das obras do Rio Mathias.

9 –Câmara de Vereadores de Joinville criou uma Comissão Especial para “examinar e opinar sobre as irregularidades e responsabilidades” do desabamento da calçada sobre a galeria fluvial em frente à Prefeitura. O acidente aconteceu no último dia 22, durante a abertura do Natal Cultural.

10 –O engenheiro Marco Antônio, que tem mais de 30 anos de profissão, entrevistado pela NDTV Joinville, disse que a estrutura que caiu, na verdade, é uma ponte feita à moda antiga, há décadas, sem nenhuma ancoragem que pudesse sustentar. Para ele, a água que ficou obstruída debaixo ajudou a comprometer a estrutura, que cedeu.

Consultada, a Prefeitura de Joinville vai se manifestar quando os laudos técnicos forem finalizados. Ainda não há prazo para isso.

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