Os pedágios em Santa Catarina e a importância destes recursos para a BR-101

Estado conta com oito praças de pedágio em cerca de 465 quilômetros de rodovia de Norte a Sul

Congestionamentos são cada vez mais comuns na BR-101  – Foto: José Somensi Fotografia/NDCongestionamentos são cada vez mais comuns na BR-101  – Foto: José Somensi Fotografia/ND

A BR-101 corta o estado de Norte a Sul pelo litoral com cerca de 465 quilômetros de rodovia entre Garuva e Passo de Torres. No trecho catarinense de uma das principais e mais importantes rodovias do país, são oito praças de pedágio, o que, em média, coloca uma praça a cada 58 quilômetros.

A soma de oito praças é recente. Se ao Norte, a Arteris Litoral Sul já administrava a rodovia com a cobrança de pedágios desde 2008, ao Sul, a CCR (Concessionária Catarinense de Rodovias S.A) passou a operar as quatro praças em São João do Sul, Araranguá, Tubarão e Laguna em março deste ano. Elas se somam às praças de Garuva, Araquari, Porto Belo e Palhoça para chegar ao número atual de pedágios no solo catarinense da BR-101.

Atualmente, para atravessar Santa Catarina, um veículo comum, de passeio, desembolsa R$ 24,80 passando pelas oito praças de pedágio. As quatro administradas pela Arteris Litoral Sul cobram R$ 4,10 na tarifa básica e as quatro geridas pela CCR têm o custo de R$ 2,10.

O valor gasto por quem passa por Santa Catarina está longe de ser similar aos valores aplicados nos outros estados do Sul do país. No Paraná, que tem nove concessionárias diferentes operando nas rodovias federais (BR-116, BR-277, BR-369, BR-373, BR-376 e BR-476), o menor valor da tarifa básica é de R$ 3,30 e o maior chega a R$ 26,40. Já no Rio Grande do Sul, onde há duas concessionárias operando as rodovias federais, o menor valor aplicado na tarifa básica é de R$ 4,60 e o maior, de R$ 12,30.

Os valores aplicados subsidiam as obras de manutenção e ampliação de capacidade realizadas nas rodovias federais sob concessão. Em Santa Catarina, as tarifas aplicadas estão entre as mais baixas do país. No entanto, como reflexo, as obras na BR-101 não estão indo ao encontro das necessidades de uma rodovia que vê o fluxo aumentar aceleradamente ano após ano com o crescimento no tráfego de motoristas que moram no entorno, uma vez que a BR-101 corta as principais cidades catarinenses. Além disso, o aumento no fluxo de turistas que visitam o estado e da produção industrial colocam na rodovia um número crescente de veículos diversos, dos mais leves aos mais pesados, interferindo diretamente na mobilidade e na estrutura da via.

Para aplicar projetos e obras capazes de minimizar o impacto desse fluxo crescente que se soma ao fluxo urbano das cidades que margeiam a rodovia, os reajustes dos valores cobrados são fundamentais, uma vez que eles devem ser aplicados, obrigatoriamente, em obras de melhorias capazes de manter a capacidade do serviço.

Entre as obras que podem sair do papel com o investimento revertido das cobranças de pedágio estão construções de pontes e marginais que possam desviar o trânsito e minimizar o impacto dos engarrafamentos e acidentes causados pela alta demanda de veículos que, hoje, não possuem alternativas e acabam, inevitavelmente, travando a principal rodovia catarinense.

A importância da BR-101 e de sua estruturação e mobilidade moveram a FIESC e o Grupo ND na campanha “BR-101 do futuro, SC não pode parar”, que apresenta propostas fundamentais para garantir a segurança e a eficiência na rodovia que é a artéria econômica e social de Santa Catarina.

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BR-101 – SC não pode parar

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