Prefeitura de Florianópolis tenta coibir ocupação ilegal

Ação, que contou com atuação da PM, tentou coibir a ocupação irregular de terreno no bairro Itacorubi; casa e estabelecimento comercial foram demolidos

Uma ação conjunta realizada nesta terça-feira (1º) entre a prefeitura de Florianópolis e a PM (Polícia Militar) tentou coibir a ocupação ilegal de um terreno no Itacorubi. Na área, que pertence à prefeitura, estavam sendo construídas uma casa e um estabelecimento comercial. Ambos de forma ilegal.

Prefeitura e PM fizeram ação nesta terça-feira (1º) no bairro Itacorubi – Foto: Divulgação/PMFPrefeitura e PM fizeram ação nesta terça-feira (1º) no bairro Itacorubi – Foto: Divulgação/PMF

Segundo a prefeitura, por meio da SMDU (Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Planejamento e Desenvolvimento Urbano), moradores denunciaram o ocupante do terreno após o mesmo tentar se apropriar irregularmente de mais uma área.

Este espaço em disputa foi doado a Amovim (Associação dos Moradores da Vila Ivan Matos e Adjacências) para a realização de uma horta comunitária.

O imbróglio em torno do terreno não é novo. Segundo a SMDU, em 1990 foi feita a doação do terreno, que hoje é ocupado irregularmente, a uma associação religiosa.

A cessão do terreno incluiu algumas contrapartidas como a construção de uma igreja e de um hospital de medicina alternativa. Com a morte do proprietário, afirma a SMDU, o terreno deixou de ser utilizado com fim social.

Prefeitura quer reaver terreno

Com o pedido da Amovim para a realização da horta, o terreno ao lado do ocupado foi limpo e passou a ser disputado. O ocupante irregular da primeira área requereu o novo espaço para si, motivo de revolta entre os moradores da região.

A ação deflagrada nesta terça constatou ainda que parte do terreno doado nos anos 90 havia sido vendido para terceiros. Foi verificada também uma ligação clandestina de energia. O ocupante foi levado à delegacia por furto de energia.

A prefeitura vai entrar com uma ação para cancelar o termo de doação do terreno. Segundo Áureo Júnior, presidente da Amovim, com a medida, a associação deve pedir o uso da área para construir opções culturais e de lazer aos moradores.

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