Prefeitura de Palhoça pede correção no traçado do Contorno Viário; entenda

Prefeito Eduardo Freccia esteve em Brasília-DF e entregou, em mãos, um ofício que solicita a alteração em um trecho que corta o bairro Alto Aririú

A prefeitura de Palhoça solicitou uma nova correção de rota em um trecho do Contorno Viário. O pedido foi feito pelo prefeito Eduardo Freccia (PSD), em audiência com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, na última quarta-feira (1º), e atende uma solicitação dos moradores do bairro Alto Aririú.

Prefeito de Palhoça [em pé] sinaliza ao ministro da Infraestrutura o ponto da troca no traçado – Foto: Prefeitura de Palhoça/divulgaçãoPrefeito de Palhoça [em pé] sinaliza ao ministro da Infraestrutura o ponto da troca no traçado – Foto: Prefeitura de Palhoça/divulgação
Em um primeiro momento o pedido salta aos olhos e aos ouvidos. Com o prazo de entrega oficialmente atrasado em nove anos, qualquer possível alteração, nesse momento, estará passível de estivar ainda mais a data de entrega da obra que está (mais uma vez) prevista para dezembro de 2023.

O Contorno Viário é uma aguardada obra que promete segregar o trânsito rodoviário do municipal, em um corredor expresso alternativo a já inchada BR-101.

Apesar de um inicial temor, não há a possibilidade de, se consolidada a mudança, haja mais um atraso na conclusão dos trabalhos. Ao menos não, no entendimento do prefeito palhocense que, em entrevista concedida ao ND+, detalhou essa projeção.

“Estamos pedindo que se faça uma análise para trocar o ponto do traçado. Seria uma alteração simples. Acredito até que a empresa economizaria com a mudança e, para a comunidade local, faria uma diferença enorme”, explicou o chefe do Executivo.

A alteração mencionada pelo município é no entroncamento do contorno com a avenida São Cristóvão, bairro Alto Aririú, com o traçado do trecho Sul.

Dentro do projeto atual essa via, que é considerada o principal deslocamento entre os bairros Aririú e Alto Aririú, tende a dividir o bairro e trazer transtornos a comunidade que, em tese, ficará dividida.

“Tem uma escola e uma igreja, na região, além de pontos de visitação turística. Algumas crianças, para acessar a instituição de ensino, precisarão andar até 1,5 km a mais. Isso vai criar a necessidade de instalação de acessos alternativos”, acrescentou o prefeito.

Um ofício foi entregue junto ao Ministério da Infraestrutura e a intenção é avaliar a possibilidade junto a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e, posteriormente, a concessionária responsável pelas obras, Arteris Litoral Sul.

“Da forma como está proposto, haverá uma segregação na comunidade. É isso que nós queremos evitar, e é simples de fazer, não precisa mexer no traçado, basta apenas deslocar a via elevada prevista para um ponto mais próximo da intersecção entre a obra federal e a avenida local”, sinalizou o prefeito.

Comunidade não foi consultada

Em documento assinado e entregue junto ao Ministério da Infraestrutura, um dos argumentos levados até o gabinete da prefeitura é que a comunidade do Alto Aririú não foi consultada sobre a escolha do traçado e da alternativa do trajeto.

Alteração sinalizada no mapa; prefeitura garante que não há influência no prazo de entrega da obra – Foto: Prefeitura de Palhoça/divulgaçãoAlteração sinalizada no mapa; prefeitura garante que não há influência no prazo de entrega da obra – Foto: Prefeitura de Palhoça/divulgação

“Ocorre que o projeto deste trecho teve sua aprovação posterior, sem que fosse levado ao conhecimento dos moradores em audiência pública ou reuniões, da solução para interligar a avenida ora cortada pela obra federal. Não conhecendo a dinâmica local do bairro, da forma como está proposto haverá uma segregação da comunidade com o restante do bairro do qual dependente”, explica o texto assinado pelo prefeito Eduardo Freccia.

Outro ponto levantado pelo mandatário eleito pelo PSD, diz respeito ao transporte coletivo e consequente deslocamento dos moradores que terão que andar, pelo menos, 500m a mais, para até o ponto mais próximo.

“Dessa forma, solicitamos reavaliação, com a execução da passagem de nível em outro ponto, também possível do ponto de vista de engenharia e que pouco mudaria no projeto já aprovado”, conclui o documento.

Obras do Contorno Viário, na região de Palhoça – Foto: Arteris Litoral Sul/DivulgaçãoObras do Contorno Viário, na região de Palhoça – Foto: Arteris Litoral Sul/Divulgação

Caso os órgãos reguladores acatem a troca no trecho, desapropriações serão necessárias. Sem dar mais detalhes, o prefeito revelou que “o município assume o compromisso de realizar desapropriações necessárias” e, assim, evitar “atrasos e novas pactuações contratuais”.

Arteris não emitiu manifesto

Em contato com a assessoria de imprensa da concessionária responsável, a reportagem questionou essa suposta falta de diálogo com a comunidade mas, até o fechamento da matéria, não obteve retorno.

Outro ponto questionado junto a assessoria diz respeito a efetiva troca no traçado, mas a empresa optou por “não comentar o assunto”.

Contorno Viário em Números

  • 50Km de rodovia, pista dupla
  • 4 túneis duplos
  • 7 pontes duplas
  • 20 passagens em desnível
  • 6 trevos de interseção
  • Investimento total de R$3,7 bilhões, sendo que R$1,7 bilhão já foram investidos
  • Atualmente, 3.000 trabalhadores atuando nas diversas frentes de obras
  • 500 equipamentos pesados em operação
Obras concluídas
  • 4 pontes
  • 2 passagens inferiores
  • 5 passagens superiores
  • 1 trevo completo
  • 11 km de pavimentação

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