Referência, Centro de Artes Marciais de Biguaçu será ampliado

Descoberta de novos atletas e treinamentos são diários e gratuitos aos moradores da cidade

Marcelo Bittencourt/ND

Capoeira é uma das três modalidades oferecidas no Centro de Artes Marciais de Biguaçu

Poucas cidades têm um CAM (Centro de Artes Marciais) como o de Biguaçu. O espaço, criado há seis anos, está ficando pequeno para atender a grande quantidade de alunos interessados em começar um esporte. O CAM se tornou referência no Estado e internacionalmente pelo trabalho que é desenvolvido e por ter lançado um atleta que participou do Pan-americano de Judô, em agosto: José Dalmizo, 16 anos.

O local oferece aulas de três modalidades: caratê, judô e capoeira, tudo gratuito. Espalhados pela cidade há outros 21 núcleos, dentro de escolas ou centros comunitários, que atendem quase 2.000 alunos. Muitos procuram o espaço por lazer, mas outros têm o objetivo de se tornarem atletas.

Uma Olimpíada é o sonho de Tatiana Luciana da Silva, 16. Faixa marrom no caratê, ela é a segunda melhor do Brasil em sua categoria. Os treinos diários começaram há cinco anos e Tatiana almeja uma medalha de ouro. Ela se aperfeiçoa ministrando aulas ao lado do professor Jurandir Hasse. “O único obstáculo que tenho é o financeiro, caso contrário, estaria muito mais longe”, afirma.

Segundo o treinador Hasse, os destaques que levam o nome de Biguaçu estão incentivando outros que podem se tornar atletas. “Esses adolescentes começaram treinando no CAM e hoje são referência e dão credibilidade ao Centro”, destaca. Até os pais dos alunos comentam que o resultado é positivo também em casa. “Leva muito mais tempo para criar bons atletas e cidadãos do que somente bons atletas”, ressalta Hasse.

Aprendizado e disciplina

Há 12 anos, Cristian Silveira Prazeres, 24, pratica judô. O faixa marrom é professor há cinco anos e tudo começou no CAM. Convidado por um amigo a praticar, ele viu no esporte uma alternativa de realização profissional e independência financeira. “Estou abrindo uma academia junto à minha casa. Em dois meses, deve estar tudo pronto”, relata o atleta que também não quer deixar de trabalhar com projetos sociais. Segundo Prazeres, o judô o fez aprender a ser disciplinado, a evoluir como atleta e ser humano.

Elexsandro Silvestre foi professor de Prazeres e continua ministrando aulas de judô no CAM. Inclusive, sua filha Mayara Gonçalves, 14, é atleta, começou no Centro e competiu no Campeonato Brasileiro. “O importante é colocar o adolescente no caminho. Se ele dará continuidade ou não, é impossível de saber”, observa.

O novo CAM

O terreno onde será o novo CAM é da Prefeitura de Biguaçu e está localizado na rua Francisco Petry, no Centro. Os recursos, R$ 250 mil, estão garantidos.

O secretário de Cultura, Esporte, Turismo e Lazer, Douglas Borba, conta que serão 300 metros quadrados de área construída e o número de alunos poderá dobrar. Ele acredita que em janeiro de 2012 o CAM deverá ser inaugurado. “Teremos dois tatames e poderão ser realizadas duas modalidades ao mesmo tempo”, explica.

CAM (Centro de Artes Marciais)

– Modalidades: judô, karatê e capoeira
– Há 21 núcleos espalhados por todos os bairros de Biguaçu, em escolas ou centros comunitários
– Há dois núcleos de judô, seis de karatê e 13 de capoeira
– Atende cerca de dois mil alunos
– Com o novo CAM, número de alunos pode dobrar

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