Rio Mathias: CPI ouve ex-secretário de Infraestrutura Urbana

Apesar de o Tribunal de Contas do Estado (TCE) ter isentado a Prefeitura de Joinville da responsabilidade pelos atrasos nas obras do rio Mathias, CPI da Câmara continua

Apesar de o Tribunal de Contas do Estado (TCE) ter isentado a Prefeitura de Joinville da responsabilidade pelos atrasos nas obras de macrodrenagem do rio Mathias e culpado o Consórcio Motta Junior Ramos Terraplanagem, os trabalhos na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara de Vereadores de Joinville continuam. 

obras do rio mathias no centro de JOinvilleObras do Rio Mathias tiveram início em 2014 – Foto: NDTV/Reprodução

Nesta quinta-feira (4), houve a segunda reunião da CPI do Rio Mathias  e durou cerca de duas horas. Desta vez, foi ouvido Ariel Pizolatti, que foi secretário de Infraestrutura Urbana de Joinville entre os anos de 2009 e 2012, durante o governo do então prefeito Carlito Merss (PT). Foi  neste período que o projeto básico da obra foi elaborado.

Ariel respondeu aos questionamentos dos vereadores e afirmou que, à época, a Seinfra não participou diretamente do processo de elaboração do projeto, nem de fiscalização.

“Havia à época uma unidade de controle de projetos vinculada à Secretaria de Planejamento (Seplan) que foi criada para gerenciar os projetos especiais. Houve a contratação de uma empresa especializada para fazer esse projeto. Por isso, a Seinfra foi apenas coadjuvante.”

O ex-secretário de Infraestrutura disse também que houve um grande problema de planejamento da obra e que, inclusive, faltaram estudos importantes como detalhamento do projeto executivo e de interferências.

“Os técnicos da Seinfra sugeriram à época que dois itens a mais deveriam ter sido incorporados ao projeto executivo:  o detalhamento do projeto e o levantamento das interferência, mas isso não aconteceu naquele momento”, complementou Ariel Pizolatti.

A obra

A promessa é ampliar a capacidade hidráulica do Rio Mathias e conter as enchentes na região central de Joinville. O município firmou, ainda em 2011, contrato com o Ministério das Cidades e Caixa Econômica Federal a fim de buscar os recursos necessários para a execução do serviço. No ano seguinte foi feita a contratação de uma empresa responsável por elaborar o projeto básico, depois de concedida a licença ambiental e o processo licitatório foi aberto em 2013. As obras começaram em junho de 2014 e se arrastam desde então. 

E, segundo o relatório técnico do TCE, o grande responsável pelos atrasos e entraves nas obras do Rio Mathias é o Consórcio Motta Júnior.

A reportagem ligou para o vereador Maurício Peixer, que foi um dos parlamentares que fez as denúncias ao TCE e atualmente faz parte da CPI para comentar a decisão do Tribunal, mas não recebeu retorno até o fechamento desta matéria.

Nova reunião

Os vereadores da CPI marcaram para o dia 18, às 14h, no plenário da Câmara, uma acareação entre as pessoas que participaram de uma reunião na Prefeitura em 17 de dezembro de 2012, em que fora aprovado o projeto da macrodrenagem do Rio Mathias.

Dentre os convocados para esta acareação, estão o secretário da Seplan à época, Adelir Stolf, o chefe de gabinete de Carlito Merss, Eduardo Dalbosco, e servidores, dentre eles Carla Cristina Pereira, Cassiano Garcia da Silva, Gean Paolo Marquezine, Ricardo Suzuki e Saulo Vicente Rocha.

*Com informações de Maikon Costa, repórter da NDTV Joinville.

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