Rio Mathias: supervisora diz que atraso ocorreu por má conduta da empreiteira

Engenheira Elisangela Bresciani disse que os principais pontos que impactaram no atraso da obra foram a morosidade e a conduta da empresa executora

Na manhã desta segunda-feira (5), os vereadores que integram a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do rio Mathias ouviram a engenheira civil Elisangela Bresciani, supervisora de obras da Azimute Engenharia, empresa contratada pela Prefeitura de Joinville para atuar como fiscalizadora da obra de macrodrenagem do Mathias.

CPI do rio mathias Engenheira civil Elisangela Bresciani, supervisora de obras do rio Mathias, falou à CPI da Câmara de Vereadores de Joinville – Foto: Câmara de Vereadores de Joinville/Divulgação ND

Para Elisangela, os principais pontos que impactaram no atraso da obra foram a morosidade e a conduta da empresa executora, questões não previstas em projeto, insuficiência de mão de obra nas frentes de trabalho.

“O projeto necessitava de mais detalhes. Só que não competia à Azimute Engenharia analisar o projeto”, disse Elisangela.

Nesta quarta-feira (7), os vereadores da CPI vão ouvir ex-diretores e funcionários da Companhia Águas de Joinville. Confirmaram presença Jalmei José Duarte, Luana Siewert Pretto, Clarissa Campos de Sá e Thiago Amorim.

Prorrogação do prazo do contrato

A Prefeitura de Joinville prorrogou o prazo do contrato para as obras de macrodrenagem do rio Mathias na área central da cidade. A data foi estendida até abril de 2023.

rio mathiasObras de reparo também estão paradas. Prefeitura aguarda autorização judicial – Foto: Divulgação ND

Pelo aditivo, o contrato venceria na semana passada. Se a Prefeitura não renovasse poderia perder recursos para as obras, além de ter de devolver R$ 26,4 milhões usados até o momento.

Resumindo, é uma medida administrativa, já que o município não pode deixar vencer a vigência de contratos. Portanto, mesmo que as obras estejam paralisadas, a Prefeitura precisa renovar o prazo do contrato.

Enquanto isso, o município tenta conseguir a liberação judicial para as obras de reparo nas ruas centrais da cidade atingidas pela macrodrenagem. Existe, inclusive, uma ação do Ministério Público Federal que apura responsabilidades sobre os atrasos e transtornos causados pela obra aos comerciantes e moradores.

A obra do rio Mathias foi iniciada em 2014 e tinha previsão de terminar em 2016. Cerca de 70% dos trabalho foram finalizados, segundo a administração anterior. Estavam em andamento a instalação de galerias na rua Visconde de Taunay, rua Jerônimo Coelho e construção da casa de bombas, localizada junto ao leito do rio Cachoeira. Mas, agora, as obras estão paralisadas.

Para continuar as obras, a Prefeitura de Joinville terá de fazer nova licitação ou concluir os trabalhos com equipe própria.

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